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| (Fernando Gouveia) |
Fernando Gouveia, que tem problemas mentais, reagiu à internação.
Polícia também achou uma ‘besta’, espécie de arco para flechas.
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| Armas encontradas na casa onde Fernando Gouveia estava (Foto: Marcelo Mora/G1) |
No imóvel, foram localizados uma espingarda calibre 12, uma carabina,
uma pistola, um revólver, um facão, duas espadas e uma besta (espécie de
arco com cabo e gatilho para disparar flechas).
O administrador se entregou à polícia por volta das 17h, após cerca de
nove horas de negociação.
Após a rendição, Gouveia foi atendido com
ferimentos leves no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), onde
passou por avaliação, e depois foi levado para o Instituto Médico-Legal.
De lá, seguiu para o 6º Distrito Policial, onde será interrogado.
Pela manhã, um oficial de Justiça, um médico, três profissionais de
enfermagem e o advogado da família de Gouveia foram até a residência
para interná-lo. A dona da casa, que é psicóloga e companheira do
suspeito, gritou ao saber que o grupo pretendia levá-lo. Fernando chegou
por trás da mulher e disparou.
Quando os primeiros policiais chegaram, foram recebidos a tiros, que
acertou o escudo de um deles. “Eu estava na rua, negociando com ele. Ele
estava do lado de dentro da casa, na sala, efetuou os disparos. Ainda
bem que estávamos abrigados com escudo balístico”, disse o sargento
Ribeiro. Atiradores de elite se posicionaram sobre um prédio em frente à
casa.
Além da psicóloga, o atirador feriu um oficial da Justiça e um técnico
de enfermagem. Gouveia acabou sofrendo ferimentos leves ao resistir à
abordagem. Segundo a polícia, ele lutou com o enfermeiro, que conseguiu
desarmá-lo.
As negociações, que começaram por volta das 8h30, duraram cerca de nove
horas. Após a rendição, a polícia realizou uma inspeção dentro da
residência na Rua Castro Alves, na região da Aclimação.
Segundo o tenente-coronel da Polícia Militar Marcelo Pignatari, Gouveia
vai responder, inicialmente, por tentativa de homicídio triplo e também
contra os policiais. O caso será investigado pelo 6º Distrito Policial,
no Cambuci.
Estado de saúde
O diretor de atendimento à saúde do Hospital do Servidor Público Municipal, Antônio Moreno, disse que Gouveia chegou “calmo e tranquilo”. Ele tinha um ferimento no rosto, que foi suturado.
Segundo a Secretaria Muncipal de Saúde, os socorridos foram levados ao
HSPM. O estado de saúde do técnico de enfermagem Márcio Teles, de 27
anos, da psicóloga Silvia Helena Godin, de 45 anos, e do oficial de
Justiça Marcelo Ribeiro de Barros, de 49 anos, era considerado estável.
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| Fernando Gouveia se feriu durante tentativa de evitar internação (Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/Folhapress) |
Os três pacientes estão conscientes. Segundo o cirurgião-geral do
Pronto-Socorro, o oficial de Justiça, ferido no tórax, passou por uma
drenagem e reagiu bem. Os outros dois feridos, baleados na face, têm
estado de saúde estável. O oficial de Justiça foi transferido para o
Hospital Bandeirantes e a psicóloga, para o Hospital São Camilo.
A PM negociou com o atirador pelo telefone celular da mãe do suspeito e
também em conversa direta com ele a partir do imóvel ao lado. O Grupo
de Ações Táticas Especiais (Gate), da PM, isolou a área e moradores da
rua não puderam transitar no trecho.
"Nossa preocupação quando ele se entregou foi tranquilizá-lo, dizer que
ele não precisava ficar nervoso. Levamos para a casa ao lado, onde ele
deitou na maca e a equipe médica fez os primeiros atendimentos, viram
que não tinha nada grave e ele foi algemado", disse o tenente-coronel
Pignatari. "Ele ainda está perturbado, dá para ver pelo movimento dos
olhos dele", afirmou.
Pedido de interdição
De acordo com pessoas ligadas à família do atirador, Gouveia não trabalhava e tinha esquizofrenia, constatada em laudo médico. A família havia entrado recentemente com um pedido de interdição, como medida protetiva para avaliação e internação.
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP)
informou que, como o processo pertence à Vara da Família, ele corre sob
segredo.


