O cão é responsável por apreensões de uma metralhadora antiaérea
calibre.30, capaz de derrubar aeronaves, um fuzil AK-47, pistolas,
granadas e mais de meia tonelada de maconha, cocaína e crack, em favelas
da zona norte.
A PM afirma que Boss foi ameaçado de morte por traficantes que ordenavam
por rádio que se atirasse no cão, logo após a ocupação policial no
Complexo de Manguinhos (zona norte), no último dia 14.
"A gente costuma entrar em todas as comunidades com radiotransmissores
para pegar a frequência dos traficantes. Foi aí que a gente ouviu 'pega o
marronzinho, pega o marronzinho'.
Fizemos um perímetro maior de
segurança dele para protegê-lo de um possível ataque", disse o tenente
Daniel Resende Aguiar, que comanda as operações com cães em favelas.
Segundo ele, o procedimento é fazer a segurança do animal num perímetro
de 360 graus. Ele diz que Boss passou a ser temido por desvendar
esconderijos inusitados.
No domingo, o labrador localizou 300 kg de maconha numa parede falsa,
dentro de uma casa vazia em Manguinhos.
Ontem, achou dois sacos com a
droga na beira de um valão e numa casa abandonada, na mesma comunidade.
Segundo Aguiar, é a primeira vez que o batalhão registra ameaças contra um cão. Ele diz que nunca nenhum animal morreu em combate. No total, a PM do Rio tem oito cães farejadores.
DIANA BRITO
DO RIO

