sábado, 15 de dezembro de 2012

Em decisão inédita, procuradores pedem exoneração coletiva dos cargos de confiança na PGE-PB

Click Monteiro | 12:35 |

Em documento divulgado na manhã desta sexta-feira, 14,  um grupo de procuradores de Estado ocupantes de cargos em comissão pediu exoneração ao procurador geral do Estado, Gilberto Carneiro da Gama. A iniciativa coletiva é inédita na história do órgão. 

No total, 14 gerentes e chefes de setores pediram para ser exonerados, após detalharem no ofício um leque de razões para a insatisfação crescente no seio da categoria, que em nível nacional apresenta-se como última no ranking, no tocante à realidade salarial e condições estruturais de trabalho.


Segundo o documento, a primeira razão para a decisão coletiva sem precedentes na história da PGE-PB foi estimulada pelo "tratamento desrespeitoso com a categoria", por parte das secretárias Livânia Farias (Administração) e Aracilba Rocha (Finanças), durante reuniãoda equipe econômica com a diretoria da Associação dos Procuradores do Estado da Paraíba (Aspas), nesta quinta-feira, 13. Elas chegaram a sugerir que, como bons profissionais, os integrantes do quadro se submetessem a concursos para deixar a carreira, afirmando ainda que parte da categoria não trabalharia e que a realidade de deficiência estrutural teria sido opção dos servidores.


O sucateamento da PGE-PB  e a usurpação diária das prerrogativas dos procuradores - com a ocupação dos cargos de Consultor Jurídico e coordenadores jurídicos das secretarias por pessoas que não integram a carreira - também são apontados como fatores preponderantes para o pedido de exoneração coletiva. No documento, ainda, é apontada uma série de outros motivos que contribuíram para o desgaste que resultou na iniciativa corporativa dos ocupantes de cargos comissionados na Procuradoria Geral do Estado.


De acordo com a presidente da Aspas, Sanny Japiassú, o pedido de exoneração coletiva foi decidida em assembleia na manhã desta sexta-feira. Apenas o procurador Sebastião Lucena, gerente regional do núcleo de Monteiro, não seguiu os colegas na iniciativa, mas foi respeitado em sua decisão. 


Para Sanny, mais do que um ato coletivo inédito, o documento que pede a exoneração dos principais cargos de confiança na estrutura da PGE paraibana é também uma ação de autoafirmação dos procuradores em prol da valorização da carreira e um basta a um processo histórico de usurpação das prerrogativas de uma categoria essencial para o funcionamento do Estado, mas que tem sido tratada com desrespeito sem limites pelo governo, embora tenha registrado resultados expressivos em favor dos cofres estaduais nos últimos anos.

Assessoria
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