sábado, 15 de dezembro de 2012

Sabe o que a empresa disse a um vigilante que tomou tiro no rosto tentando evitar um assalto?

Click Monteiro | 20:41 |
(Foto:Divulgação)
“A culpa é dele! Quem mandou reagir?”



Uma empresa de segurança contrata pessoas para coibir assaltos aos seus clientes, mas no treinamento dos vigilantes a orientação é “não reagir”. Como entender essa lógica?


Um dos seguranças também não entendeu e foi alvejado no rosto quando tentou evitar um assalto no estabelecimento onde trabalhava. 

Ele entrou com uma ação na justiça requerendo indenização, já que havia sido ferido em serviço, mas a empresa alegou que os ferimentos “são de inteira responsabilidade da vítima”, pois o treinamento padrão orienta que eles não devem reagir a assaltos.

O Tribunal Superior do Trabalho não caiu na conversa da empresa. Na avaliação do ministro José Roberto Freire Pimenta, ficou comprovada a omissão da empresa no tocante à segurança de seus funcionários. 

O vigilante foi tingido no rosto e teve que se aposentar por invalidez. Ele deverá receber R$ 50 mil de indenização.

Detalhe importante: os vigilantes que trabalham no estabelecimento do episódio já haviam solicitado a construção de uma guarita, para dar mais segurança aos funcionários, já que o local era alvo de constante de assaltos. A guarita só foi erguida após o incidente que deixou o trabalhador incapacitado de fazer o que é capaz...

Alguma semelhança com os trabalhadores da segurança pública?...
  ParaibaemQAP
com assessoria do STF


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