Abalados, os familiares alegam que a mulher não vem recebendo o devido atendimento e que está correndo risco de morte.
A gravidez de Rosileide Bernardino de Lima já ultrapassou os nove meses, e a mulher segue internada com o bebê morto na barriga desde que chegou à Maternidade Cândida Vargas na tarde do dia 17.
Os parentes dizem que a maternidade não se
posiciona para resolver o caso. A estudante Maiara Pedro da Silva,
cunhada de Rosileide, alega que a equipe médica se recusa a diminuir o
sofrimento da vítima, que passa pela primeira gravidez. A família denuncia o despreparo médico e falta de sensibilidade, já que os médicos se recusam a realizar uma cesariana e insistem para que o parto ocorrerá de forma normal. "Eles bateram o ultrassom e constataram que o bebê estava morto na segunda mesmo. Só na manhã desta quarta que eles aplicaram um medicamento para induzir o deslocamento da placenta. Minha cunhada se sentiu melhor, mas ficou frustrada quando disseram que nada iam fazer e não iam remover a criança", declarou.
Rosileide está com seis centímetros de dilatação, e se queixa de fortes dores. Os médicos informaram à família que a cesariana só será feita no último recurso. Até às 15h30, a direção do hospital não quis se pronunciar sobre o assunto ou informar sobre a situação clínica da mulher.
O marido da vítima, de acordo com a família, pediu dispensa do trabalho em São Paulo e está viajando com destino à João Pessoa para acompanhar a mulher.
