Ele estava na casa de parentes, em Embu, na Grande São Paulo.
Com a prisão, polícia considera esclarecido assassinato de Lore Vaz, no ABC.
G1
A Polícia Civil confirmou que o terceiro suspeito de estar envolvido na
morte da promotora de eventos Lore de Santana Vaz, de 26 anos, foi
preso por volta das 16h desta sexta-feira (21). Ele se encontrava em
casa de parentes em Embu das Artes, na Grande São Paulo, quando foi
detido.
Por volta das 19h35, ele estava sendo interrogado pelo delegado Paulo Dionísio, do setor de homicídios de Santo André,
no ABC, que cuida do caso. Segundo a polícia, era este terceiro
suspeito que estava na direção do veículo no qual Lore foi encontrada
degolada. Com mais esta prisão, a polícia considera esclarecido o
assassinato da promotora de eventos.
Preso nesta sexta, o ex-marido Alan dos Santos Peçanha, de 27 anos,
disse que queria dar uma susto nela e não matá-la. Para a polícia, o
assassinato foi por causa de dinheiro.
Lore de Santana Vaz morava com o filho de 10 anos em uma casa nos
fundos da residência onde mora a mãe dela. Elas resolveram vender os
imóveis e se mudar. Segundo a polícia, o ex- marido de Lore, que está
preso, queria parte do dinheiro. A promotora de eventos não concordou.
As investigações concluíram que Alan contratou dois homens. Robert
Pirovani Gama e o homem preso no final desta tarde receberiam cada um
mil reais. Eles foram identificados saindo do carro de Lore na noite do
crime, há dez dias. A polícia afirma que era Alan quem dirigia o carro
em que os bandidos fugiram. Os dois carros utilizados no crime foram
apreendidos.
O casamento de Lore e Alan durou seis meses. Há mais de dois anos eles
estavam separados. A mãe da promotora de eventos disse que desconfiava
do ex-genro.
“Eu queria que a polícia me provasse que não era ele, mas que meu
coração sabia, sabia. Eu e meu neto, (ele) tinha certeza absoluta, meu
neto também falava a mesma coisa: ‘Foi o Alan, vovó.’”, contou Vandete
Moreira de Santana Vaz.
Em depoimento, Alan dos Santos Peçanha confirmou que participou do
assassinato da ex-mulher, mas contou outra versão: disse que estava
sendo pressionado por ela a pagar uma dívida e que os bandidos foram
contratados apenas para dar um susto nela. Ele não imaginava que ela
seria morta.
“Ele (Allan) disse: eu nunca quis matá-la, nunca desejei a morte dela. É
a linha da defesa que ela assume a partir desse momento em que a
própria defesa pessoal, ainda que abalada, confirme este viés de negar
os fatos”, afirmou o advogado de Alan, Luís Eduardo Crosselli.
Alan e Robert foram transferidos da delegacia de homicídios para uma
cadeia pública do ABC. A Justiça decretou a prisão temporária deles por
30 dias.
G1
