Sindicato não pode dificultar acesso dos clientes aos caixas eletrônicos.
Caso não cumpra, MPT cobrará multa de R$ 10 mil por dia.
O Sindicato dos Bancários foi intimado a cumprir acordo judicial,
durante a greve, em que a entidade promete não obstacular o acesso dos
clientes aos caixas eletrônicos.
Na segunda-feira (24), o diretor-presidente do sindicato, Marcos Henriques e Silva, será ouvido na Procuradoria Regional do Trabalho. A intimação foi feita pelo procurador-chefe do Trabalho na Paraíba, Eduardo Varandas Araruna.
Na segunda-feira (24), o diretor-presidente do sindicato, Marcos Henriques e Silva, será ouvido na Procuradoria Regional do Trabalho. A intimação foi feita pelo procurador-chefe do Trabalho na Paraíba, Eduardo Varandas Araruna.
Pelo acordo assinado em janeiro deste ano, ainda em vigor, o sindicato
também se compromete a não impedir o abastecimento dos caixas
eletrônicos, inclusive e principalmente aqueles feitos pelos
funcionários das agências.
O Ministério Público do Trabalho exige também, durante a greves, que o
sindicato assegure os percentuais legais quanto à realização das
atividades essenciais, nos termos la lei. O sindicato também não poderá
impedir o abastecimento dos caixas eletrônicos para que a população não
seja prejudicada.
Caso o sindicato descumpra as regras acordadas, o MPT pedirá no
judiciário a aplicação da multa de R$ 10 mil por dia.
A intenção,
segundo Eduardo Varandas, é evitar abuso do direito de greve “com
inequívoco prejuízo à população”. Ele também solicitou à
Superintendência do Trabalho e Emprego que verifique a situação junto às
principais agências e oficiou à Federação Brasileira dos Bancos
(Febraban) para que informe ao MPT qualquer abuso do direito de greve.
“Respeitamos o direito de greve dos bancários. Contudo, os interesses
associativos não podem prevalecer sobre interesse público, e as lutas
entre o capital e o trabalho não podem prejudicar a população como um
todo”, justificou Varandas.
