domingo, 17 de junho de 2012

Em artigo no MaisPB, colunista vê silêncio comprometedor da OAB da Paraíba no Caso do Escândalo do DPVAT

Click Monteiro | 19:12 |

Até agora, nomes dos advogados envolvidos nas fraudes não foram divulgados


O colunista do MaisPB, Júnior Gurgel, experiente articulista político paraibano, traz na sua nova coluna uma cobrança à Ordem dos Advogados do Brasil, secção Paraíba, que na opinião dele, tem sido omissa no caso da prisão dos três advogados acusados de integrarem quadrilha que fraudava seguros do DPVAT.

Até agora, mesmo dias após as prisões, nem a Polícia Federal  e nem a OAB divulgaram os nomes dos advogados presos. Para Júnior Gurgel, "um silêncio comprometedor".
 
MaisPB

Júnior Gurgel

Os intocáveis artífices da Lei

Júnior Gurgel é Jornalista, já exerceu funções de Direção no Diário da Borborema (1973/1977). Ex-assessor de Imprensa da Associação Comercial de Campina Grande; da extinta CONDECA; Gerente da Sucursal do Correio da Paraíba em Campina Grande (1978); Ex-Superintendente do Jornal da Paraíba (1982/1986); Apresentador de programa político na Tambaú FM (2000/2002); Diretor e Comentarista Político da Rádio Sanhauá (2003/2005). Âncora do programa Debate Borborema – Rádio Clube de Campina Grande (2006/2009). Foi Prefeito de sua terra natal – Caraúbas (RN) e Presidente da Associação dos Municípios da Região de Mossoró e Médio Oeste. Contatos: rgjrn@hotmail.com. Twitter: @JGurgelcoluna



A presença “intimidatória” do ex-ministro da Justiça Márcio Tomaz Bastos - ao lado do bandido Carlinhos Cachoeira - na CPI que tenta limpar os esgotos fétidos dos podres poderes, se constituiu num dos maiores desrespeitos cometido por um membro da OAB, comprometendo definitivamente a “imaculada” imagem da instituição. Ética, austeridade e profissionalismo! Que nada... São “retóricas doutrinadas” – desprezadas no estampado riso irônico de Marcio Tomaz Bastos, quando as Câmeras das Redes de Televisões “fecharam” sua imagem em “close”. (Depoimento silente do cínico e sarcástico Carlinhos Cachoeira na CPMI).

Presença de Márcio Tomaz Bastos foi como Advogado? Ou estava em “missão” do PT? Seu propósito surtiu efeitos – ser enxergado pelos membros do STJ e STF - que lhes devem o favor de suas indicações, para os Cargos que orao cupam. Desdobramentos do fato, ou cena televisiva: Desembargador Federal da Primeira Região (DF) Tourinho Neto, concedeu Habeas Corpus em favor da liberdade de Carlinhos Cachoeira. Dois pesos e duas medidas... Vez que, concomitantemente neste mesmo instante, a Ministra do STF Carmem Lúcia, negava o mesmo “direito” – líquido e certo - ao Senador Demóstenes Torres. O Parlamentar pediu suspensão do processo de cassação de seu mandato eletivo (em curso), pela Comissão deÉtica do Senado Federal, enquanto perdurasse a CPI. São ações simultâneas, que exigem tempo do acusado, para preparar respectivas defesas. Negaram-lhes.

O curioso é que em todas as peças processuais - inclusiveo pedido de Habeas Corpus do “Cachoeira” - não aparecem assinatura (subscriçãoou chancela) do seu Advogado, Márcio Tomaz Bastos. Por quê? Como bem advertiu o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, a CPI do Cachoeira seria uma “cortina de fumaça”, para desviar a atenção do julgamento do Mensalão - que caminhava “sorrateiramente” para prescrição - “protegida” pela providencial negligência “displicente” da grande mídia nacional.

Paradoxalmente, resta ao cidadão comum, o papel de vítima, e simultaneamente culpado, num processo que não levará ninguém a cadeia. Pagam-se impostos, para que funcione um “circo sinistro”, exibindo “espetáculos” que fazem apologia ao caos. Perplexos, diante do trágico - que não tem nada decômico – o contribuinte não sabe mais a quem recorrer, diante da tamanha insegurança jurídica instalada no país. Como imaginar que um ex-presidente da República encabece fila de infratores - segundo as Leis e Constituição doBrasil - abordando de forma suspeita quatro Ministros do STF? Usando tráfico de influência, Lula tentava direcionar o julgamento de uma “gang”, que criminosamente roubou, e continua roubando descaradamente, bilhões de reais de uma gente pobre, hoje despida de civismo, nacionalismo e céticos de seus direitos. Porque não decretaram a prisão preventiva de Lula? Geralmente este “instrumento” é usado pela Justiça e aplicado disciplinarmente, aos que tentam impedir ou influenciar nas investigações, julgamentos e sentenças, dos acusados por prática de crimes. Lula está imune? Acima de qualquer suspeita? Onde está a OAB dos sonhos de Afonso Arinos, Evandro Lins e Silva; Seabra Fagundes; Célio Borges...

Nossa intenção – registro histórico simplório – tem como objetivo mostrar para posteridade os conflitantes momentos da recém-nascida democracia brasileira (1988), hoje (2012), prematuramente em estado de coma.  Quanto a OAB, ultimamente discutimos sua “moralização”, mesmo sabendo que é mais um dos órgãos nobres, que compõe o gigante corpo do Brasil Continental, infectado pelo crime organizado, corrupção desenfreada, e impunidade banalizada. Debaixo do nariz da Seccional da Paraíba, um funcionário do Tribunal de Justiça fez sua inscrição, e obteve seu registro. Integra a quadrilha, com mais três “associados” da Ordem PB, que aplicaram golpes de mais de 30 milhões de reais, fraudando o seguro de pagamento obrigatório dos usuários do trânsito (DPVAT). Como o exemplo vem de cima para baixo... Ao se recusarem punir, repudiar a atitude antiética do ex-ministro Márcio Tomaz Bastos, criou-se precedente para não mostrarem os rostos, e nem revelarem os nomes dos membros da quadrilha (Advogados), detidos pela Polícia Federal. A “gang” tem ramificação em mais dois Estado: Pernambuco e Rio Grande do Norte. A OAB, ao invés de aproveitar a oportunidade, e fazer uma “assepsia” nos seus quadros, expulsando os “assalariados” do crime organizado, e “bandidos” que travestidos de advogados atuam e ou sobrevivem do submundo do crime, silencia de modo comprometedor. Que pena... 


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