Edson
Morete dos Santos, Márcio Nóbrega e Manoel Neto são os advogados que
foram presos na quinta-feira (14), pela Polícia Federal, acusados de
aplicarem um golpe em torno de R$ 30 milhões a beneficiários de seguro
DPVAT, na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Na quinta-feira (21), a PF emitiu nota à
imprensa informando que não é mais responsável pelo inquérito
relacionado à Operação Sinistro, que resultou na prisão do trio, por
força de mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz da 2ª Vara
Federal no Estado, Alexandre Costa de Luna Freire.
Conforme consta no Inquérito Policial
preliminarmente apurado pela PF, os acusados, que foram liberados por
força de um habeas corpus impetrado pela advogada Cintia Cordeiro,
usavam o escritório situado na Rua Capitão José Pessoa, 320, no Bairro
de Jaguaribe, na Capital, para a elaboração das ações a serem impetradas
na Justiça. Os advogados, segundo as investigações, atuavam
exclusivamente em causas cíveis.
Uma fonte da Polícia Federal informou
nesta sexta-feira (22), que ao ser preso em sua residência, na Praia de
Cabo Branco, na semana passada, Márcio Nóbrega (que teria sido chefe de
gabinete da Secretaria de Segurança Publica na gestão do então
governador José Maranhão), teria se recusado a vestir a “roupa”,
preferindo ser encaminhado para a sede da PF, em Intermares, Cabedelo,
apenas de “cueca” em forma de protesto.
Todas as peças do inquérito policial
preliminarmente apurado pela PF foram encaminhadas para o Tribunal de
Justiça da Paraíba, a quem é de sua competência, conforme decisão do
juiz da 2ª Vara Federal no Estado, Alexandre de Luna Freire.