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| Maria Selma Costa dos Santos Foto: Urbano Erbiste |
Maria Selma Costa dos Santos, de 70 anos, acusada de encomendar a morte do próprio filho para assumir o controle dos bens da família, tinha um novo alvo.
Após a execução do empresário José Fernandes dos
Santos Reis, morto a tiros em frente à casa da mãe, no Centro de Duque
de Caxias, ela voltou o foco para a viúva, sua nora.
Numa das
conversas telefônicas grampeadas com autorização judicial, Maria Selma
disse que desejava a morte da professora Vania Filgueiras Lopes, mãe de
seu neto de 15 anos. No diálogo com a mãe de santo identificada apenas
como Cida, a idosa afirmou que "vibraria se visse ela num caixão".
Em
outras gravações, Maria Selma demonstrou preocupação com um possível
interesse da nora nos bens da família. A mãe de santo alertou a idosa,
dizendo que a Vania estava de olho nas negociações para vender um imóvel
da família.
O temor de Maria Selma era de que o marido, José Geraldo
dos Santos Reis, de 91 anos, que mora com a nora, morresse antes.
Dias
antes de ser presa, no dia 22 de maio, Maria Selma começou a acusar a
nora de tentar incriminá-la, usando uma enfermeira do marido, que tinha
sido intimada a depor na 59ª DP (Duque de Caxias).
E fez ameaças à nora,
por telefone. Numa das ligações, quando a Vania não estava em casa, ela
disse a um médico que cuidava de seu marido que a polícia estaria
tentando incriminá-la e deixou recado para que a nora retornasse com
urgência.
