Batizado de Índice de Riqueza Inclusiva, indicador é mais completo que PIB e IDH
Em ranking baseado num novo cálculo que associa
riqueza dos países com uso dos recursos naturais, divulgado neste
domingo (17) pelo programa das Pnuma (Nações Unidas para o Ambiente),
braço da ONU, o Brasil ficou em quarto lugar, empatado com Índia, Japão e
Reino Unido e à frente dos Estados Unidos.
A China foi a primeira
colocada, seguida da Alemanha.
O resultado, porém, não indica um cenário otimista
- China, Estados Unidos, África do Sul e Brasil aparecem com tendo
esgotado parte significativa de seu capital natural - a soma de um
conjunto de recursos renováveis e não renováveis, como combustíveis
fósseis, florestas e pesca.
A proposta, batizada de Índice de Riqueza Inclusiva (IRI),
busca integrar aspectos sociais e ambientais ao desempenho econômico das
nações, se apresentando como um indicador mais completo do que o PIB
(Produto Interno Bruto) e o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano),
medidas usadas para mostrar riqueza e desenvolvimento dos países. O
indicador foi apresentado neste domingo na Rio+20.
O relatório observou as mudanças na riqueza inclusiva em 20 países, que juntos representam quase três quartos
do PIB mundial, de 1990 a 2008. Durante o período avaliado, os recursos
naturais per capita diminuíram em 33% na África do Sul, 25% no Brasil,
20% nos Estados Unidos e 17% na China. Das 20 nações pesquisadas,
somente o Japão não sofreu diminuição do capital natural, devido a um
aumento da cobertura florestal.
Para o subsecretário geral e diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, a Rio+20 é uma oportunidade
para abandonar o PIB como medida de prosperidade no século 21 e como
barômetro de uma transição para uma Economia Verde inclusiva.
– Não serve para medir o bem-estar humano, ou seja, as muitas
questões sociais e a situação dos recursos naturais de uma nação. O novo
índice faz parte de uma gama de substitutos potenciais que líderes
mundiais podem levar em conta como forma de dar mais precisão à
avaliação da geração de riqueza para concretizar o desenvolvimento
sustentável e erradicar a pobreza.
R7
