Quanto mais explica a necessidade de um empréstimo para “salvar” as finanças da Cagepa mais complicado fica.
O Palácio concorda que o governo Cássio
Cunha Lima (I) é o maior responsável pelo endividamento, também que a
gestão Maranhão III contribuiu para piorar ainda mais a situação.
Quem está declarando isso é nada mais, nada menos, do que o
diretor-presidente da Companhia, Deusdeth Queiroga. Para defender o
empréstimo, ele não tem outra saída a não ser olhar para o retrovisor, sem se preocupar com as questões políticas.
Tem que ser duro contra os ex-gestores. É assim que o chefe mor Ricardo Coutinho gosta. Se não cumprir os mandamentos do Palácio da Redenção é “convidado” a pedir exoneração. Por isso, no vai ou racha; quem for podre que se quebre.
Responsabilizar
o ex-governador Cássio pela crise
financeira da Cagepa provocou uma reação do vereador Marcos Vinícius
(PSDB). “É uma leviandade a afirmação que a gestão Cássio é responsável
pela situação que a Companhia de água atravessa”.
Queiroga proclama que os governos anteriores deixaram uma dívida na ordem de R$ 180 milhões. E mais: que os empréstimos teriam começado no governo de Cássio em 2007.
Vinícius lembrou que o governo tucano é responsável sim pelo maior programa de saneamento básico que a Paraíba já viu.
Vinícius lembrou que o governo tucano é responsável sim pelo maior programa de saneamento básico que a Paraíba já viu.
Referiu-se ao programa Boa Nova. “Nós que andamos pelos bairros de João
Pessoa sentimos a diferença; antes chegávamos nas comunidades e os
esgoto corria a céu aberto e graças a está ação do ex-governador a
situação de hoje é outra”.
Com a palavra, o ex-governador Cássio Cunha Lima. Ou cale-se para sempre.
Blog do Marcone Ferreira.
