Mistério continua: depois de descartar estupro e sugerir envenenamento, laudo da GEMOL não revela causa das mortes de irmãs
O laudo final da Gemol (Gerência de Medicina Legal do Estado) não revelou o que teria causado as mortes das irmãs Kauêne Geovania da Silva, de 2 anos e 6 meses, e Suzane Ferreira Vieira da Silva, de 1 ano e 3 meses, ocorridas em novembro, na Capital. Os corpos delas serão exumados.
A suspeita de envenenamento não se confirmou nos exames toxicológicos encomendados pelo Gemol.
Com o pedido de exumação, a polícia espera colher mais material genético para nova bateria de exames.
As informações foram divulgadas pelos delegados Joana D'arc e Flávio Fabri, em coletiva realizada esta tarde na Secretaria de Segurança do Estado.
Entenda o caso
Kauêne Geovania da Silva e Suzane Ferreira Vieira da Silva morreram no dia 10 de novembro de 2011.
A primeira linha de investigação da polícia era de que elas teriam sido estupradas e o principal suspeito pelo crime era o próprio pai, Kaio Felipe, que chegou a ser detido.
Relatos extraoficiais de médicos que atenderam as crianças revelaram que órgãos internos das crianças teriam sido dilacerados. Haveria ainda sangramento e ferimentos nos órgãos genitais.
Mas a suspeita de estupro foi descartada rapidamente pelo Gemol.
Os exames preliminares, feitos na Paraíba, sinalizaram que as crianças teriam sido mortas por envenenamento. Chegou-se a ventilar que o veneno teria sido ingerido por consumo de planta tóxica.
