segunda-feira, 16 de abril de 2012

SINAL VERMELHO - Por Sérgio Bezerra

Click Monteiro | 09:15 |


Apesar de alguns chirimbabas ainda insistirem em querer transformar o espetáculo democrático da eleição em cabo de guerra, numa forma imbecil de se mostrar perante seu líder político, a política monteirense continua morna, com a estratégia “fogo de monturo” da oposição vigorando e as famosas reuniões acontecendo. Todavia, já está na hora de uma definição final, pois dizem as más línguas que já tem gente fazendo beicinho, querendo correr em faixa própria.

Enquanto a oposição se reúne, a prefeita Ednacé corre sozinha na raia – no entanto, não se consolida como favorita absoluta à reeleição. Feito que, nesta altura do campeonato, se torna bastante perigoso para as pretensões do projeto amarelo. De sorte, a comunicação da prefeita continua sendo a cereja do bolo da administração. A imprensa é sempre bem municiada com a propaganda oficial e as críticas à administração – com exceção das pipocadas, nunca ficam sem resposta.


Outra coisa, os estrategistas amarelos blindaram a prefeita. Ednacé não aparece para rebater acusações nem para falar das “imbuanças” provocadas por seus próprios correligionários. Aliados escolhidos a dedo são escalados para o embate. Até o deputado João Henrique já apareceu “chutando o balde”. Mas a prefeita, não; Ednacé só aparece para falar de ações e inaugurações. Estratégia aparentemente perfeita.


Diante desse quadro, e correndo sozinha na raia, era natural que a aceitação popular da prefeita fosse mais confortável – mas não é. A ausência do público voluntário nas inaugurações, mesmo com o apelo da sanfona, é sintomático. A falta de aplausos convincentes à prefeita em eventos públicos, apesar dos esforços do locutor, é fato.


A não ser que as inaugurações aconteceram em hora inconveniente, ou o povo de Monteiro não goste mesmo de aplaudir, como diz minha amiga Silvana Marne. Mas, de longe, me parece que a carranca e a empáfia de alguns auxiliares parecem ofuscar o sorriso da prefeita.


Outros, estupidamente, entendem que caçar adversários é sinônimo de captação de voto e demonstração de força. Ledo engano. A verdade mundial é que o povo não tem mais medo dos canhões dos tiranos, quanto mais dos seus cachorrinhos.


O perigo tende a aumentar com a aproximação do período eleitoral, quando o edil não poderá participar de inaugurações – e não se sabe se irá participar de debates, já que, quando era estilingue, a prefeita dificilmente participava, imagine agora, sendo vidraça.


De outra monta, o cronograma da oposição indica que a data escolhida para o lançamento da pré-candidatura será no dia 1º de maio, coincidentemente, no mês do aniversário de Carlos Batinga.


Aguardemos.
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