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| ( Foto: SXC) |
Pesquisa identificou enzima que, ativada pela aspirina, ajuda no tratamento da diabetes e na prevenção do câncer
A função mais conhecida da aspirina é a de aliviar dores de cabeça. Pesquisas científicas, porém, têm comprovado que ela pode exercer também um importante papel na prevenção e tratamento de doenças mais graves, como o câncer e a diabetes tipo 2. Agora, cientistas canadenses, britânicos e australianos conseguiram identificar como esse processo realmente funciona no corpo humano.
Ao ser ingerida pelo homem, a aspirina (ácido acetilsalicílico) é
quebrada dentro do corpo em um composto chamado salicilato. A nova
pesquisa descobriu que este composto, quando se encontra em abundância
na célula humana, é capaz de ativar a enzima AMPK – esta regula o nível
de energia celular, sendo assim responsável também por inibir o
crescimento da célula.
Segundo os cientistas, estudos anteriores já haviam comprovado que tal
enzima pode diminuir lipídios e aumentar a sensibilidade à insulina em
ratos obesos, sendo assim importante no tratamento da diabetes 2. Já
outras pesquisas concluíram que uma droga chamada metformina pode ser
importante na prevenção do câncer. Tal droga também é capaz de ativar
AMPK, o que indica uma possível eficácia do uso da aspirina contra a
doença.
Para chegarem a tais resultados, os pesquisadores deram aspirina a
ratos que não portavam a AMPK, e o remédio não surtiu efeitos. O estudo
foi publicado nesta quinta-feira (19) no periódico Science
e assinado pela Universidade McMaster, no Canadá, Universidade de
Dundee, na Escócia, e Universidade de Melbourne, na Austrália.
“A aspirina é uma das drogas mais utilizadas do mundo e, sem dúvida, a
mais bem sucedida. Ela tem muitos efeitos benéficos, mas apesar de ser
utilizada em seres humanos há mais de 100 anos, nós ainda estamos
descobrindo como elas funcionam”, explica Grahame Hardie, cientista que
participou do estudo, em comunicado ao site da Universidade de Dundee.
EK REDAÇÃO ÉPOCA
