Órgão vai analisar quebra de decoro pelo elo com Carlinhos Cachoeira.
Relator deve apresentar parecer preliminar sobre o caso depois do feriado.
Vence nesta quarta-feira (25) o prazo para o senador Demóstenes Torres
(sem partido-GO) entregar a defesa prévia no processo aberto no Conselho
de Ética do Senado que pode levá-lo à cassação do mandato. O órgão vai
analisar se houve quebra de decoro parlamentar por conta do envolvimento
do senador com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Nesta terça, Demóstenes esteve no Senado, mas não adiantou o que vai
alegar na peça. Disse que seu advogado, Antonio Carlos de Almeida
Castro, definiria ainda na tarde desta quarta a linha de defesa. "Vou
conversar com o advogado amanhã [quarta-feira] e definir todo o resto
[...] Ele é quem vai definir", disse o senador.
Gravações da Polícia Federal na Operação Monte Carlo apontam que o
parlamentar teria usado o mandato para beneficiar Cachoeira, preso em
fevereiro durante operação da Polícia Federal.
A defesa será entregue por escrito e será analisada pelo senador
Humberto Costa (PT-PE), relator do caso no Conselho de Ética. Costa
afirmou que pretende entregar seu parecer na semana que vem, após o
feriado, no dia 2 ou 3 de maio.
Depois, os integrantes do Conselho terão cinco dias úteis para analisar
o parecer. Eles podem decidir pelo arquivamento do caso ou pelo
aprofundamento das investigações.
Votação
Demóstenes esteve na tarde desta terça no plenário do Senado, onde
participou da votação em dois turnos que aprovou a proposta de resolução
72/11, que unifica em 4% a alíquota do Imposto sobre Mercadorias e
Serviços (ICMS) cobrada sobre produtos importados em operações
interestaduais. O senador afirmou que votou contra a proposta. "Votei a
favor do estado de Goiás, contra a resolução", afirmou.
