Presidente do sindicato destacou que mais uma vez RC não dialogou com a categoria
Com relação aos médicos, que em 2011 realizaram uma greve e foram protagonistas de diversas polêmicas, foi dado um aumento de 3% para os servidores da ativa, além de um adicional de 10%. O governador destacou que existe o repasse feito pelo SUS (produtividade) e os plantões.
Procurado pela Redação do WSCON Online, o presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB), Tarcísio Campos, afirmou que a categoria está insatisfeita, e que o governador “mais uma vez” não conversou com os médicos.
“O sindicato fez uma avaliação de todo o processo e a forma como foi anunciado. O governador quebrou o compromisso de se reunir com a categoria, e nenhuma reunião aconteceu, apesar dos ofícios que enviamos solicitando uma audiência”, acrescentou também que essa não foi a primeira vez que não houve diálogo entre o Estado e os médicos.
De acordo com Tarcísio Campos, foram desconsiderados os problemas que a saúde do Estado enfrenta e suas peculiaridades: “Foi feita a reposição da inflação dos últimos dois anos e um aumento real que é menor do que 3%, e um adicional anunciado não beneficiará todos os médicos”.
A partir do dia 2 de janeiro, a diretoria do Simed-PB irá visitar os médicos que atuam em todos os hospitais do Estado, conferindo como foi a recepção dos profissionais com relação ao reajuste anunciado.
“Estaremos realizando uma assembleia geral no dia 15 de janeiro. De acordo com o sentimento da maioria poderemos paralisar as atividades por 24h. Essa será uma tentativa de fazer com o governador converse com os médicos. A questão não é só o salário, são também as condições de trabalho. Também não descartamos a realização de uma greve geral”, afirmou.
Fonte:Wscom