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| (Imagem da Internet) |
Luzes apagadas, vultos na escuridão, escondendo-se atrás dos que precisam dar proteção aos que necessitam viver no alto dos seus altares.
Subiram a imensas alturas, estão inacessíveis.
Julgam-se seres onipotentes, e sem compaixão, voltam as costas aos que lhe deram impulso para elevá-los ao cume das suas arrogâncias.
Não querem mais serem compreensivos, piedosos, humanos, enfim...
Aparentam uma máscara de frieza que lhes cobre as emoções(se é que as tem),entregam seus pensamentos a tecer teias em volta de si,para não serem tocados pelas necessidades dos seres inferiores.
Agora,não é mais importante serem gente.Fazem questão de serem máquinas insensíveis.
Afinal de contas, para que se preocuparem com quem está muito abaixo dos seus níveis? Isso é perder tempo, e o tempo representa muito.Tempo é dinheiro.
Carros com vidros escuros levantados, sempre um aparelho celular nas mãos para fingir atender alguém, sorriso sem sentimentos e as vezes, um leve movimento de cabeça para cumprimentar, quando não tem por perto um dos que lhe servem de capa tornando-os assim invisíveis aos olhos dos carentes.
No apagar das luzes e no acalmar das explosões de uns tantos entusiasmados, volta ao cotidiano o NÃO, IMPOSSíVEL, SEM CONDIÇÕES,É PROIBIDO...
Fazer o que? Baixar a cabeça? Temer represálias?Engolir direitos constitucionais?
Nunca, cada dificuldade dessas gera mais vontade de ver tudo acontecer como deve ser.
Mudou só a forma de castigar?
O objeto de correção hoje já não é mais o tronco e o chicote.
Agora basta a frieza dos corações e o desrespeito aos direitos dos outros, para formar eternas e feias cicatrizes.
Por:Socorro Batista
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