O cessar-fogo entre Israel e o movimento islâmico Hamas começou a
vigorar às 21h locais (17h do horário brasileiro de verão) desta
quarta-feira (21) na Faixa de Gaza, após oito dias de enfrentamentos que
mataram mais de 159 pessoas na região da Faixa de Gaza.
O anúncio da trégua foi feito pelo chanceler egípcio Mohammed Kamel Amr , ao lado da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, com quem teve reunião de mais de duas horas.
"O Egito pede a todos para que monitorem a implementação do que foi acordado sob a supervisão do Egito e garantam o compromisso de todas as partes para o que foi acordado", disse Amr.
Hillary, que estava na região ajudando o Egito a costurar a trégua, disse que o cessar-fogo chega em um momento "crucial" para os rivais no Oriente Médio.
"Este é um momento crítico para a região", disse. "O novo governo do Egito está assumindo a responsabilidade e a liderança que, por muito tempo, tem feito este país a pedra angular da paz e da estabilidade regionais."
A principal diplomata americana agradeceu a Morsi pelos esforços de mediação e prometeu trabalhar com os parceiros americanos na região para "consolidar este progresso, melhorar as condições para o povo de Gaza e garantir segurança para o povo de Israel".
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ao presidente americano Barack Obama que Israel vai dar "uma chance" ao cessar-fogo.
"Netanyahu falou rapidamente com o presidente Barack Obama e concordou
com sua recomendação de dar uma chance à proposta de cessar-fogo
egípcia, e desta forma fornece uma oportunidade para estabilizar a
situação e acalmá-la antes que mais ações fortes sejam necessárias",
disse a nota israelense.
A Casa Branca anunciou que Obama parabenizou Netanyahu pela decisão e reiterou o compromisso americano com a segurança de Israel.
Obama também ligou para o presidente egípcio Morsi, a quem agradeceu pelos esforços em prol do acordo.
Morsi, que assumiu o governo ao ser eleito após o período de instabilidade seguido à queda do ditador Hosni Mubarak, é ligado à Irmandade Muçulmana, movimento islamita cuja origem é próxima à do Hamas.
Mais bombardeios e vítimas
Apesar de haver desde a véspera a expectativa da trégua, o Exército de Israel continuou bombardeando alvos na Faixa de Gaza nesta quarta. O balanço de vítimas mais recente é de ao menos 154 palestinos mortos, 1.180 palestinos feridos, 5 israelenses mortos (1 militar e 4 civis) e 94 israelenses feridos nos oito dias de conflito.
Entenda a crise em Gaza
No dia 14 de novembro, uma operação militar israelense matou o chefe do braço militar do grupo Hamas na Faixa de Gaza, Ahmed Jaabali. Segundo testemunhas, ele dirigia seu carro quando o veículo explodiu. Seu guarda-costas também morreu.
Israel afirma que Jaabali era o responsável pela atividade "terrorista"
do Hamas - movimento islâmico que controla Gaza - durante a última
década.
Após a morte, pedidos imediatos por vingança foram transmitidos na rádio do Hamas e grupos militantes menores alertaram que iriam retaliar. "Israel declarou guerra em Gaza e eles irão carregar a responsabilidade pelas consequências", disse a Jihad Islâmica.
No dia seguinte à morte de Jaabali, foguetes disparados de Gaza mataram três civis israelenses, aumentando a tensão e ampliando o revide aéreo de Israel - que não descarta uma operação por terra.
Os bombardeios dos últimos dias são a mais intensa ofensiva contra Gaza desde a invasão realizada há quatro anos na região, que deixou 1.400 palestinos e 13 israelenses mortos.
Acredita-se que a metade dos mortos palestinos sejam civis, o que despertou críticas à ação de Israel. O país alega que os membros do Hamas se escondem entre a população civil, o que o movimento nega.
O anúncio da trégua foi feito pelo chanceler egípcio Mohammed Kamel Amr , ao lado da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, com quem teve reunião de mais de duas horas.
"O Egito pede a todos para que monitorem a implementação do que foi acordado sob a supervisão do Egito e garantam o compromisso de todas as partes para o que foi acordado", disse Amr.
Hillary, que estava na região ajudando o Egito a costurar a trégua, disse que o cessar-fogo chega em um momento "crucial" para os rivais no Oriente Médio.
"Este é um momento crítico para a região", disse. "O novo governo do Egito está assumindo a responsabilidade e a liderança que, por muito tempo, tem feito este país a pedra angular da paz e da estabilidade regionais."
A principal diplomata americana agradeceu a Morsi pelos esforços de mediação e prometeu trabalhar com os parceiros americanos na região para "consolidar este progresso, melhorar as condições para o povo de Gaza e garantir segurança para o povo de Israel".
Imagem
de TV local mostra a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e o
chanceler egípcio, Mohammed Kamel Amr, durante o anúncio do cessar-fogo
nesta quarta-feira (21) no Cairo (Foto: AP)
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ao presidente americano Barack Obama que Israel vai dar "uma chance" ao cessar-fogo.
A Casa Branca anunciou que Obama parabenizou Netanyahu pela decisão e reiterou o compromisso americano com a segurança de Israel.
Obama também ligou para o presidente egípcio Morsi, a quem agradeceu pelos esforços em prol do acordo.
Morsi, que assumiu o governo ao ser eleito após o período de instabilidade seguido à queda do ditador Hosni Mubarak, é ligado à Irmandade Muçulmana, movimento islamita cuja origem é próxima à do Hamas.
Mais bombardeios e vítimas
Apesar de haver desde a véspera a expectativa da trégua, o Exército de Israel continuou bombardeando alvos na Faixa de Gaza nesta quarta. O balanço de vítimas mais recente é de ao menos 154 palestinos mortos, 1.180 palestinos feridos, 5 israelenses mortos (1 militar e 4 civis) e 94 israelenses feridos nos oito dias de conflito.
Entenda a crise em Gaza
No dia 14 de novembro, uma operação militar israelense matou o chefe do braço militar do grupo Hamas na Faixa de Gaza, Ahmed Jaabali. Segundo testemunhas, ele dirigia seu carro quando o veículo explodiu. Seu guarda-costas também morreu.
Após a morte, pedidos imediatos por vingança foram transmitidos na rádio do Hamas e grupos militantes menores alertaram que iriam retaliar. "Israel declarou guerra em Gaza e eles irão carregar a responsabilidade pelas consequências", disse a Jihad Islâmica.
No dia seguinte à morte de Jaabali, foguetes disparados de Gaza mataram três civis israelenses, aumentando a tensão e ampliando o revide aéreo de Israel - que não descarta uma operação por terra.
Os bombardeios dos últimos dias são a mais intensa ofensiva contra Gaza desde a invasão realizada há quatro anos na região, que deixou 1.400 palestinos e 13 israelenses mortos.
Acredita-se que a metade dos mortos palestinos sejam civis, o que despertou críticas à ação de Israel. O país alega que os membros do Hamas se escondem entre a população civil, o que o movimento nega.
G1

