Israel efetuou nesta quarta-feira mais de 20 ataques aéreos
contra Gaza, matando seis palestinos, incluindo o chefe de operações
militares do Hamas, Ahmad Jaabari, segundo o Ministério do Interior do
Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
O Egito "condena os ataques aéreos que Israel está efetuando contra a Faixa de Gaza" e exige "sua suspensão imediata", declarou o ministro egípcio, em um comunicado.
Amr também advertiu Israel para "uma escalada e seus possíveis efeitos negativos sobre a estabilidade regional".
Já o Partido da Liberdade e da Justiça (PLJ), do presidente islamita Mohamed Mursi, indicou que o Cairo não "permitirá mais que os palestinos sejam alvo de uma agressão israelense como no passado".
Os ataques do Exército israelense requerem "uma ação árabe e
internacional rápida para acabar com os massacres", segundo esse
partido, que é o braço político da Irmandade Muçulmana.
Israel "deve levar em consideração que as coisas mudaram no mundo árabe e, em particular, no Egito", indicou o PLJ.
O presidente Hosni Mubarak, derrubado no início de 2011 por uma
revolta popular, foi criticado por seus opositores por sua posição na
operação militar israelense devastadora contra a Faixa de Gaza de
dezembro de 2008-janeiro de 2009.
O movimento da Irmandade Muçulmana, que mantém relações estreitas com o Hamas, pediu à organização um "boicote econômico" contra Israel e uma campanha de sensibilização pública para "apoiar a opção pela resistência".
Diário de Pernambuco
