SÃO PAULO - Foi enterrado na tarde desta sexta-feira, 16, o bebê de 1 ano e 7 meses, morto na noite da última quinta-feira,...
SÃO PAULO -
Foi enterrado na tarde desta sexta-feira, 16, o bebê de 1 ano e 7 meses,
morto na noite da última quinta-feira, 15, em São Bernardo do Campo,
após ser atingido por um tiro. Ele foi a vítima mais nova desde que
começaram os ataques de violência na capital e na Grande São Paulo.
No enterro do bebê, que aconteceu na tarde desta sexta no cemitério Vale da Paz, em Diadema, familiares estavam indignados. "Não tem explicação. Esperávamos que houvesse lei. A cidade virou um bangue bangue e ninguém vai devolver ele para mim" disse o avô materno José do Patrocínio Silva, de 53 anos, motorista de transporte escolar.
Entenda o caso. O menino estava em um carro - na Estrada Galvão Bueno, no Bairro Batistini - com a mãe, Thamyres Santos Silva Santos Manga, de 22 anos, e com o padrasto Jurandy Luis da Silva Filho, de 20 anos, quando outro carro, com três homens, que tentavam ultrapassá-los, disparou três tiros. Um deles atingiu o menino no pescoço. Ele foi levado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Demarchi, onde já chegou sem vida.
Os mesmos homens que o atingiram haviam disparado poucos minutos antes contra outro menor: um jovem de 17 anos. Ele estava na porta de casa com a mãe, o irmão e a namorada quando o carro parou, um dos homens desceu, jogou o menor contra a parede e atirou. O homem ainda tentou atirar novamente, mas a arma falhou. O tiro pegou de raspão na cabeça do jovem. Ele também foi levado a UPA Demarchi, mas passa bem.
Segundo o delegado titular do 3º distrito policial de SB do Campo, Kazuyoshi Kewamoto, o menor de 17 anos já tinha cometido atos infracionais e haveria indícios de que o ataque seria para acertar dívidas. A família, porém, nega que ele tenha antecedentes criminais.
Segundo a polícia, duas câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais podem ter gravado toda a ação e suas imagens serão usadas para tentar identificar os bandidos.
Quando o carro em que estavam os bandidos começou a piscar o farol e tentar a ultrapassagem, o padrasto do menino pensou que fossem alguns amigos, pois o carro, um Pálio prata, era igual ao de seu primo. "Ele achou que era meu filho. Os três tinham acabado de sair de casa e iam para o supermercado. Nem quero mais que meu filho ande nesse carro. Foi por Deus que os dois (Jurandy e Thamyres) não morreram" afirmou Aparecida Maria Caetano, de 43 anos, tia de Jurandy.
No enterro do bebê, que aconteceu na tarde desta sexta no cemitério Vale da Paz, em Diadema, familiares estavam indignados. "Não tem explicação. Esperávamos que houvesse lei. A cidade virou um bangue bangue e ninguém vai devolver ele para mim" disse o avô materno José do Patrocínio Silva, de 53 anos, motorista de transporte escolar.
Entenda o caso. O menino estava em um carro - na Estrada Galvão Bueno, no Bairro Batistini - com a mãe, Thamyres Santos Silva Santos Manga, de 22 anos, e com o padrasto Jurandy Luis da Silva Filho, de 20 anos, quando outro carro, com três homens, que tentavam ultrapassá-los, disparou três tiros. Um deles atingiu o menino no pescoço. Ele foi levado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Demarchi, onde já chegou sem vida.
Os mesmos homens que o atingiram haviam disparado poucos minutos antes contra outro menor: um jovem de 17 anos. Ele estava na porta de casa com a mãe, o irmão e a namorada quando o carro parou, um dos homens desceu, jogou o menor contra a parede e atirou. O homem ainda tentou atirar novamente, mas a arma falhou. O tiro pegou de raspão na cabeça do jovem. Ele também foi levado a UPA Demarchi, mas passa bem.
Segundo o delegado titular do 3º distrito policial de SB do Campo, Kazuyoshi Kewamoto, o menor de 17 anos já tinha cometido atos infracionais e haveria indícios de que o ataque seria para acertar dívidas. A família, porém, nega que ele tenha antecedentes criminais.
Segundo a polícia, duas câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais podem ter gravado toda a ação e suas imagens serão usadas para tentar identificar os bandidos.
Quando o carro em que estavam os bandidos começou a piscar o farol e tentar a ultrapassagem, o padrasto do menino pensou que fossem alguns amigos, pois o carro, um Pálio prata, era igual ao de seu primo. "Ele achou que era meu filho. Os três tinham acabado de sair de casa e iam para o supermercado. Nem quero mais que meu filho ande nesse carro. Foi por Deus que os dois (Jurandy e Thamyres) não morreram" afirmou Aparecida Maria Caetano, de 43 anos, tia de Jurandy.
