terça-feira, 20 de novembro de 2012

AMIZADE X POLÍTICA -Por:Edvaldo Bezerra.

Click Monteiro | 07:35 |

É unânime que não se deve perder amizades por causa de política, todos nós raciocinamos assim.  A  razão para isso, é o mesmo sentimento racional de que a política passa, e amizade fica. Até  aí tudo bem é ponto pacífico para todos.
            
 Mas vamos agora raciocinar sobre o que não é comum, o que não é pacífico. Por exemplo: Por que os amigos não votam nos amigos?  Já que seria natural que isso acontecesse, pois em tese se existe uma amizade entre o eleitor e o candidato, é normal que exista uma relação de confiança e de bem estar entre os dois. Mas vemos alguns casos que aqui não cabe relatar, em que por razões políticas se abandona, ou pelo menos deixa em “stand by”,  a tão defendida e preservada amizade. Isso acontece até no seio da própria família, onde em função da política se dividem em opiniões. Em que pese a relação de consangüinidade e o afeto que se tem um pelo outro, família agente não  escolhe, mas amigo sim.
            
 Em razão disso  faço-vos,  um  questionamento. Os amigos não servem para o exercício do poder?  A tão propalada amizade não serve, não interfere no nosso raciocínio político? Não merece   acolhimento as  pretensões dos amigos?
             
É necessário prudência ao analisar esta situação, pois a amizade e voto são duas coisas extremamente importantes para vida de cada um de nós. Tanto a amizade quanto o voto são escolhas íntimas e pessoais, que podem caminhar juntas ou não. Ora, se eu escolhi alguém para ser meu amigo (a) é natural que ele mereça a confiança do meu voto; ou os amigos servem para umas coisas e outras não? Definitivamente  não entendo amizade desse modo.
 É necessária uma justificativa razoável para que não se apóie  um amigo quando esse é postulante, sob pena de abalar as estruturas da amizade construída por escolha nossa. Não podemos imaginar nem de longe que seja um motivo mesquinho, pois assim não existiria a amizade.
Ora ninguém está obrigado a votar em alguém, como também não está obrigado a ser amigo. Apenas entendo que sendo amigo vota, apóia, é solidário etc.,  não sendo assim, não é amigo, tem ombros apenas para o uso do suspensório, ou então, amigo não é aquilo que me ensinaram e eu devo rever meus conceitos.
  
É o nosso modesto e mutável entendimento.

                                                                                                       Edvaldo Bezerra

Obs.:  A pretensão do autor é apenas estimular o raciocínio, pois o mesmo respeita opiniões contrárias.
Fonte:OPIPOCO
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