O deputado estadual Frei Anastácio (PT) denunciou nesta quarta-feira (18), no plenário da Assembléia Legislativa, perseguição política na cidade de Sumé contra o ex-diretor da cadeia pública do município, Alberto Vilar, que foi preso por denunciar tentativa de estupro praticada por dois agentes penitenciários e um policial militar.
“Quem deveria ser preso, ou pelo menos investigados, seriam os acusados da tentativa de estupro e não quem denunciou”, disse Frei Anastácio.
O deputado explicou que a denúncia foi feita pelo ex-diretor da cadeia num programa de rádio que ele tem na cidade. Segundo informações de companheiros de Sumé, quem está por trás da prisão de Alberto seria o prefeito da cidade, Francisco Duarte da Silva Neto, que tem sido alvo de denúncias feitas por Alberto.
“Dessa forma, é possível perceber que na cidade quem for contra o prefeito corre o risco de ir preso a qualquer momento. Estão acusando o ex-diretor da cadeira de ter forjado as denúncias, E simplesmente por causa disso conseguiram prender o cidadão”, disse o parlamentar.
Frei Anastácio disse ainda que as pessoas acusadas da tentativa de estupro são pessoas que tem famílias ligadas ao prefeito. “Alberto está preso em Monteiro, como se fosse um criminoso perigoso. Além de preso, ele foi acusado de querer fugir. Tudo isso é considerado um grande absurdo”,afirmou
O petista disse não entender como é que uma pessoa é presa tão rápido, simplesmente, por fazer denúncias em um programa de rádio? “Além de ser ex-diretor da cadeia pública, ele é estudante de Direito, em Campina Grande e foi preso quando estava a caminho da faculdade, dentro do ônibus. Vou enviar ofício a Secretaria de Segurança pedindo que investigue esse caso.Não podemos admitir que o tempo do coronelismo volte a nosso estado”, disse o deputado.
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