segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CARTA ABERTA - Por Sheila Raposo.

Click Monteiro | 19:18 |


(Eudimar Raposo)
Meu nome é Sheila Raposo, paraibana de Monteiro, casada, sem filhos, jornalista em atividade, mestra em língua espanhola e estudante de letras. 
Aproveito o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos para lançar esta Carta Aberta como quem dá um grito no precipício, esperando que ele ecoe e chegue aos ouvidos de alguém que possa me ajudar.
Falo em nome de minha família, um povo simples, generoso e alegre. Falo em nome, principalmente, de um dos mais cativantes personagens dessa família: o senhor Eudimar Eugênio Raposo, meu pai, nascido na cidade de Monteiro, no dia 1º de setembro de 1951, cirrótico, duplamente atingido por um acidente cardiovascular, cadeirante e enfrentando o frustrante e dolorido caminho que o levará a um possível transplante de fígado. Enquanto espera, ele entra e sai de crises de encefalopatia hepática, que lhe deixam deprimido, em estado de demência e sem qualquer reação.

Eudimar foi cantor de “conjunto” (como se dizia então) da adolescência até pouco tempo antes de passar em um concurso para ser funcionário do Banco do Brasil, nos anos 1980. O feito trouxe uma felicidade sem tamanho para todos da família. “Está com a vida garantida”, diziam. Eu tinha então 8 anos incompletos e me lembro bem da euforia. Minha irmã caçula tinha poucos meses de nascida, a do meio, 2 anos, e meu único irmão havia completado 6. Éramos uma escadinha. Filhos que tiveram pouco do carinho e da presença dos pais porque ambos eram muito jovens, inexperientes e trabalhavam sem parar para o nosso sustento (além da lida doméstica e, em alguns períodos, de ter também trabalhado fora, minha mãe foi costureira a vida inteira).

Meu pai entrou para o BB e foi um bom funcionário, apesar de o banco desconstruir, ano a ano, e de forma cruel, a crença de que ele (ou qualquer outro bancário) teria uma vida estável e gratificante naquele emprego. Em 1992, ele se candidatou a vereador pela cidade que sempre amou com paixão. Depois de um processo eleitoral com fortes indícios de fraude, ele perdeu. A fama de locutor de rádio e artista local, o conhecimento que tinha daquele povo, a generosidade – nada teve eficácia diante dos candidatos concorrentes, que, em vez de projetos, ofereciam dinheiro e emprego.

A forte decepção o fez deixar a cidade. Pediu transferência para a cidade de Cascavel, no Paraná, e partiu com uma família chorosa para se aventurar no Sul do país. Não ficou lá nem dois anos completos. O banzo, as dificuldades financeiras, o preconceito sofrido naquela região e o arrependimento de ter deixado a terra natal não permitiram que essa experiência se estendesse por mais tempo. Voltou para o Nordeste.

Como não havia mais vaga na agência de Monteiro, conseguiu transferência para a pequena Pocinhos, cidade próxima a Campina Grande, onde fixou residência. Ali, comprou, pela Previ, a casa com que sempre sonhou. Terraço grande, vasto jardim, quintal propício a horta e pomar, quatro quartos, salas espaçosas. Além da casa, o sítio que tinha em Monteiro, antes mesmo de se mudar para Cascavel, continuava sob seus cuidados.

E chega 1999, o ano que parece nunca acabar na vida de minha família. Foi quando meu pai faliu. Foi quando meu irmão morreu. Foi quando a porta da dor, do arrependimento e da depressão se escancarou para a minha família.

Dois anos antes, em 1997, meu pai, como tantos outros ex-funcionários do BB, aderiu ao programa de demissão voluntária daquela instituição. Acreditou que poderia ser mais feliz dedicando-se à vida de agricultor, investindo no sítio que já tinha. Acreditou que conseguiria, depois de 17 anos como empregado, ser empregador. Acreditou que a vida melhoraria, pois não estaria mais sob a pressão psicológica e o assédio moral que o banco exercia sobre seus funcionários e poderia se dedicar a algo que sempre amou: a terra.

Mas nada daquilo em que acreditou se tornou realidade. Seus investimentos não deram certo, a ajuda alardeada pelo BB para quem decidisse sair do banco e virar autônomo, não passou de conversa pra boi dormir – e, pra piorar, o sócio que tinha o roubou.

Dívidas começaram a aparecer e bens materiais tiveram que ser vendidos gradualmente para pagá-las. Surgiram os agiotas e suas ameaças. Meu pai se via perdido e não sabia pedir ajuda, não sabia como sair do buraco – pelo contrário, vítima de depressão e com a autoestima no chão, ele afundava cada vez mais. Em dois anos, sem pagar mais a prestação da casa e sem conseguir vender o sítio, ele pensou em suicídio – e quase o cometeu, mas meu irmão chegou na hora e conseguiu tirar-lhe o revólver da mão.

E foi então que o pior aconteceu: meu irmão sofreu um acidente e ficou uma semana na UTI, debatendo-se entre a vida e a morte. No dia 17 de outubro de 1999, um domingo, tivemos a notícia de sua partida. Aos 25 anos de idade, deixando um filhinho com dois anos incompletos, ele se foi para sempre.

Existe dor pior para um pai do que a perda de um filho? Não sou mãe, mas convivo de perto com pais que perderam um filho e sei o que uma perda como essa representa. Sei como essa dor dilacerante afeta a convivência em família. Ainda mais uma família mergulhada em problemas financeiros...

Meu pai, além de se culpar por ter entrado na conversa do banco e por ter escolhido mal o sócio com quem pensou que iria construir uma vida nova, passou a se culpar, também, por não ter prestado a assistência que, acredita, poderia ter salvado a vida do filho. Entre tantas outras coisas que deixou de pagar por estar falido, o plano de saúde foi uma delas. E ele se martirizava porque o filho não tinha mais esse plano.

A forma que ele encontrou para superar tantas perdas e desilusões, infelizmente, foi a fuga. A fuga por meio da bebida. Ele passou a viver anestesiado. Não bebia ininterruptamente, portanto, não ficava bêbado. Mas bebia o dia inteiro, de bicada em bicada. Começava às 4h. E, entre um afazer e outro, engolia uma, e depois outra, e mais outra. Percebia-se pelo cheiro que saía de sua boca. Foram mais de 10 anos assim. O fígado dele – que, desconfiamos, já não era muito saudável –, não aguentou.

Em 2007, veio o primeiro AVC, que não deixou sequelas. Com o susto, ele prometeu não mais beber, mas cumpriu a promessa por apenas seis meses. Pedíamos, implorávamos, conversávamos, chorávamos... Não sabíamos mais o que fazer. Para acalmar nosso coração, ele participava de algumas reuniões do grupo Alcoólicos Anônimos. Mas continuava bebendo. Parecia um suicídio lento. E era. Um suicídio que trazia sofrimento para todos ao seu redor, uma agonia constante, um sombra sempre a nos sorver o otimismo, a nos tirar a vontade de seguir em frente, de tocar projetos pessoais.

No final de 2009, ele teve a primeira crise de encefalopatia hepática, doença comum a quem é cirrótico. Mais uns dias de hospital, mais uma promessa. E começaram os exames para entrar na fila de transplante de fígado. Ele dizia não mais beber, mas sabíamos que bebia. Já não era o mesmo homem de raciocínio rápido, que lia, que se interessava por aprender coisas novas. A única atividade intelectual que fazia era preencher revistinhas de palavras-cruzadas.

Em julho de 2010, veio o segundo AVC. Esse, mais forte, deixou paralisado todo o lado direito do meu pai. No hospital, ele pedia pra morrer. Não morreu, mas, desde então, nunca mais andou. Não faz mais nada sozinho: não vai ao banheiro, não toma banho, não come, não se veste, não se senta. Perdeu a autonomia completamente. Um homem de 1,84, pesado, que sempre se virou só, agora dependendo de todos para tudo.

E aí ele passou a fazer parte da lista de espera por um transplante na Paraíba. Em três ocasiões, quase foi operado. Quase. O quase sempre a nos perseguir. Num desses “quases”, ele já estava na sala de cirurgia, com tudo pronto para a grande mudança, a segunda chance tão esperada por todos nós. Então veio a horrível notícia: o sangue dele reagiu a todos os tipos de sangue que havia no hospital e também no hemocentro. Meu pai tinha anemia hemolítica, que não havia sido detectada em exames anteriores, e não poderia ser operado. Quase lá... Foi um baque estrondoso...

Durante o tratamento da anemia, que durou 70 dias, ele foi parar na UTI em cinco ocasiões, três delas em pré-coma. De uma dessas internações, saiu com uma infecção urinária auto-imune. Mais remédio, mais tratamento. Tudo isso o deixou abatido, cabisbaixo, cansado. Não acredita mais que sairá dessa. Não quer mais sair da cama pra tomar sol no jardim ou ouvir música. Para fazer a fisioterapia, é um custo. Quando dizemos para ele se animar, que em breve o dia da cirurgia vai chegar, ele diz que não quer mais ser. Não nos olha nos olhos. Não assiste mais à televisão, cobre o rosto com o lençol, apresenta um semblante perdido e triste...

O transplante adiado não vem, por mais que rezemos, por mais que sigamos, pé ante pé, toda a burocracia necessária, com todos os exames dele em dia. E agora ficamos sabendo que os transplantes de fígado na Paraíba estão suspensos, pois a equipe médica está em processo de recredenciamento no Ministério da Saúde. Será que ficaremos em outro “quase”? Disseram-nos que, nos próximos 15 dias, essa renovação já estará no Diário Oficial e, a partir de então, o serviço voltará a ser oferecido como antes. Mas o médico que atende o meu pai não foi tão esperançoso. Pelo contrário, foi categórico: “Não há previsão de realizarmos transplantes de fígado na Paraíba. Fizemos apenas dois, em 12 meses. Em Recife, o seu pai teria mais chances”.

Em Recife... Será mesmo? Fomos uma vez para lá – e, olha só, que complicação: um dos “quases” aconteceu exatamente quando o seu processo estava na Capital pernambucana, pois, no mesmo período, chamaram-no para fazer o transplante aqui, mas, quando viram que ele não estava mais sendo atendido na Paraíba, o fígado foi para outro paciente. Será que devemos nos arriscar de novo? E como levar aquele homem grande e pesado, com capacidade tão reduzida de mobilidade, de Campina Grande a Recife para fazer exames e consultas de acompanhamento, sem ter um ponto de apoio naquela cidade e sem saber e deslocar dentro dela?

E por que, meu Deus, a equipe de transplante daqui permitiu que o credenciamento se vencesse para só então dar entrada em sua renovação? Ou o problema não é esse, mas a falta de incentivo da Secretaria de Saúde estadual? Como pode a Paraíba chegar a dispor de um serviço tão especializado e não torná-lo ainda melhor? O que farão as famílias de outros pacientes que também esperam por um fígado? Terão capacidade financeira e logística para esse vaivém a Recife?

Em recente matéria jornalística, veiculada por um periódico local (a matéria pode ser lida aqui: http://migre.me/aT9ja), o médico José Eymard, coordenador clínico de transplantes de fígado na Paraíba, disse que sua equipe encaminhou a lista de pacientes daqui quase toda para Recife e que, nos últimos meses, dois pacientes que esperavam pelo procedimento morreram. O meu pai não foi encaminhado para Recife, nem os outros dois que morreram. Por quê? Eram menos merecedores? Ou esse encaminhamento deve partir das próprias famílias, já tão fragilizadas e confusas em relação ao que fazer? Será esse o destino do meu pai? Morrer sem ter uma segunda chance? Depois de tantas dores, tantos tratamentos, tantas internações, nadar, nadar e morrer na praia? Na vez em que fomos a Recife, o fizemos por conta e risco, sem saber direito para onde ir, com quem falar, como chegar. Foi uma agonia... E tememos passar por isso de novo, principalmente porque meu pai está bem mais frágil agora.

Não seria mais justo e humano se a equipe daqui, vendo o sofrimento dos pacientes e sabendo de suas necessidades, entrasse em contato com a equipe pernambucana e intermediasse essa transferência, já que não há previsão de transplante na Paraíba? E nem seria preciso um pedido das famílias, pois isso é algo que os médicos sabem melhor do que nós. Se fosse essa a política, talvez aqueles dois pacientes não tivessem morrido...

O “cantor” Eudimar Raposo vive hoje de uma aposentadoria do INSS e da ajuda da família. É difícil. Mas ele viveria relativamente bem, administrando as dívidas que contraiu desde que faliu – e que são exorbitantes para alguém com suas posses – se estivesse com saúde. Se voltasse a ser aquele homem alegre, da voz forte e melodiosa, que ajudava a todos sem esperar nada em troca...

Se, por ser filha e participar de todo esse processo doloroso há anos, eu não estiver enxergando a saída para essa situação, por favor, peço que alguém me dê uma luz!

O que devemos fazer? A quem recorrer?


Sheila Raposo
Fonte: O PIPOCO


( Com a palavra, os Srs. Deputados, Governador do Estado, candidatos a prefeito e todos aqueles que, em época de eleição vem buscar apoio político entre os  filhos de Monteiro)
clickmonteiro.com


Srª Sheila Raposo, se essa publicação no nosso Portal não for da sua vontade, entre em contato conosco e retiraremos o link do ar.
Read more ...

Jovem morre durante troca de tiros em Santa Rita

Click Monteiro | 18:59 |
O adolescente Emerson Domingos de Sousa, conhecido como Nenka, 17 anos, que morava em Marcos Moura foi assassinado durante uma troca de tiros na tarde desta segunda-feira (1), no Centro de Santa Rita.

Segundo infomções policiais, o jovem estava em uma moto Strada, acompanhado de um amigo. 


A dupla iria realizar assaltos em lojas do Centro, quando foram surpreendidos por dois homens.


Houve uma intensa troca de tiros entre eles, onde um morreu e outro conseguiu fugir.

A policia realizou diligências nos arredores da cidade e conseguiu prender Eclêson de Oliveira Damaceno, 21 anos, e Wellington Bernardo de Lima, 20 anos, residentes no Alto das Populares, que estava portando um revolver calibre 38.


WEllington tentou sacar a arma, mas foi atingindo com um disparo no braço esquerdo, foi imobilizado e levado para UPA de Tibiri.

 
Os dois negam que tenham participação no homicidio. Wellington vai responder por porte ilegal de arma.
 Informações e fotos de Aguinaldo Mota

Read more ...

Justiça Federal proíbe que governo do estado use caminhões como transporte escolar na Paraíba

Click Monteiro | 18:50 |

A Justiça Federal proibiu que o estado da Paraíba use caminhões para transportar alunos da rede estadual de ensino, eliminando, definitivamente, o transporte escolar público inseguro. 

A decisão atende pedido do Ministério Público Federal (MPF) feito em ação civil pública ajuizada em novembro de 2010.

Na sentença, a Justiça Federal afirmou ser induvidosa a ilegalidade e inadequação do transporte escolar por meio de veículos de carga. "Não pode permanecer a situação atual de desrespeito a direitos fundamentais e a normas constitucionais e legais, pondo em risco a vida, a saúde e integridade física de estudantes da zona rural de todo o estado da Paraíba e propiciando acidentes fatais como o que ocorreu em Sousa (PB) e motivou representação perante o MPF, a qual deu origem a esta ação civil pública", considerou o juiz da 1ª Vara Federal. A sentença foi proferida em 17 de setembro de 2012.

Na ação civil pública ajuizada contra a União, o estado da Paraíba e o FNDE, o MPF destacou que era preciso restaurar o direito mais básico da infância rural, ou seja, o direito de ser transportado com segurança à escola. "É evidente que essa situação, altamente discriminatória contra a parcela mais vulnerável da nossa população - as crianças e adolescentes estudantes do meio rural, submetidas a risco cotidiano de vida, transportadas como carga em veículos inapropriados, como se tratasse de vidas sem importância - precisa acabar", argumentou o procurador da República Duciran Farena, que assinou a ação.
 
Exigências - De acordo com a sentença, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) terá que exigir como pré-requisito para a transferência de auxílio financeiro federal, a obrigação de não usar caminhões no transporte escolar, bem como considerar esse fator na análise de prestações de contas, fazendo que constem como ilegítimas as verbas empregadas para contratação de veículos em desconformidade com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB)

O Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) é executado pelo FNDE com o objetivo de oferecer transporte escolar aos alunos da educação básica pública, residentes em área rural.

Condições - Além da proibição de uso de veículos de carga, o estado da Paraíba terá que incluir nos convênios de repasse de verbas do Pnate, ou quaisquer outros instrumentos que venha a celebrar com municípios ou unidades escolares públicas, uma série de condições. 

"São elas: que os veículos sejam inspecionados pelo Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB); que os condutores dos veículos escolares sejam legalmente habilitados na categoria correta e treinados em curso específico oferecido pelo Detran-PB; 

rescisão contratual em caso de descumprimento das normas do CTB; e proibição de contratação de veículos de carga ou quaisquer outros que não atendam ao CTB, com penalidades específicas em caso de descumprimento.

Caberá ao Detran-PB realizar vistoria periódica dos veículos usados no transporte público de estudantes na Paraíba, emitindo autorização específica de trânsito, de acordo com o CTB; 

bem como oferecer cursos específicos a todos os condutores de transporte escolar, em conformidade com o Código de Trânsito Brasileiro e a Resolução Contran n.º 168/2004."


Assessoria
Read more ...

Mais de 10 homens assaltam agências do Banco do Brasil e Correios de Serra Branca

Click Monteiro | 13:06 |

Aconteceu no início da tarde desta segunda-feira (01) mais um assalto a agência do Banco do Brasil de Serra Branca.


Mais de 10 homens chegaram em dois carros e causaram pânico à população. Dois deles vieram na frente e avisaram que seria um assalto e logo a avenida principal da cidade foi tomada pelos criminosos.

Eles atiravam para todos os lados e causaram terror a população. Eles invadiram simultaneamente a agência dos Correios e Banco do Brasil e roubaram cofres e caixas eletrônicos existentes nos locais. Ainda não se sabe o prejuízo das agências, mas todos os equipamentos com recursos foram roubados.

Segundo testemunhas, eles invadiram o banco e destruíram a vidraça da agência facilitando a ação. Ninguém ficou ferido, mas eles fizeram reféns todas as pessoas que estavam no banco e Correios. Pouco a pouco, eles foram liberando os reféns e ao final levaram cerca de 4 pessoas como reféns.

Os criminosos fugiram em direção a São João do Cariri e saíram nos dois carros com que chegaram e outro que tomou em assalto. O proprietário de um estabelecimento comercial que fica em frente ao banco, seu filho e um vigilante foram levados como reféns.

Fonte e fotos:De Olho no Cariri

Read more ...

Déficit do INSS sobe 19,3% em agosto, para R$ 4,9 bilhões

Click Monteiro | 12:52 |
Informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo Ministério da Previdência.

No acumulado do ano, saldo negativo avança 4,5%, para R$ 28,49 bilhões.



O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) gastou em agosto R$ 4,93 bilhões mais do que arrecadou, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (1º) pelo Ministério da Previdência Social. O déficit representa uma alta de 19,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 4,13 bilhões. Os números foram corrigidos pelo INPC.
 
Pagamento do 13º prejudicou resultado do mês
Sobre julho, o crescimento do resultado negativo do INSS foi de 90,4%, visto que, no mês retrasado, o déficit havia somado R$ 2,59 bilhões. A explicação para o forte crescimento no resultado negativo do INSS de julho para agosto é a antecipação do pagamento de parte do décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas, que normalmente aconteceria somente em novembro.

Segundo o governo, o impacto do pagamento antecipado, em agosto, quando foram quitados os benefícios de valor menor (salário mínimo), foi de R$ 2,6 bilhões. Em setembro, a expectativa é do impacto de mais R$ 9 bilhões por conta da antecipação do décimo terceiro de aposentados e pensionistas, informou o Ministério da Previdência. Há seis anos o governo realiza a antecipação do pagamento do benefício para os aposentados e pensionistas em agosto e no início de setembro. 
 
Comparação com agosto, arrecadação e benefícios
Na comparação com agosto do ano passado (quando também houve antecipação do décimo terceiro salário), a alta de 19,3% no déficit do INSS, para R$ 4,93 bilhões, se deve ao crescimento no valor das aposentadorias pagas, por conta da correção do salário mínimo, informou o secretário de Prevência Social, Leonardo Rolim.

No mês passado, a arrecadação da Previdência Social somou R$ 22,53 bilhões, com aumento de 4,6% sobre o mesmo período do ano passado, enquanto que as despesas com benefícios totalizaram R$ 27,47 bilhões – com alta de 6,9% sobre agosto de 2011.
 
Janeiro a agosto
Apesar do crescimento do resultado negativo em agosto deste ano, os números do governo federal mostram que o déficit teve uma alta menor nos oito primeiros meses deste ano, quando somou R$ 28,49 bilhões. Foi registrada um crescimento de 4,5% sobre o mesmo período do ano passado, quando o resultado negativo totalizou R$ 27,27 bilhões.

O pagamento de benefícios previdenciários somou R$ 201,6 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, o que representa um aumento de 7,4% frente ao ano mesmo período do ano passado (R$ 187,66 bilhões). 

Ao mesmo tempo, a arrecadação líquida do INSS somou R$ 173,14 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa uma elevação de 8% frente ao mesmo período do ano passado - quando totalizou R$ 160 bilhões.
 
Impacto da desoneração da folha de pagamentos
Segundo Rolim, o resultado tende a ficar melhor nos próximos meses por conta da desoneração da folha de pagamentos. 

Nos oito primeiros meses, houve impacto, para baixo, de R$ 1,2 bilhão nas contas da Previdência por conta do processo da desoneração da folha de pagamentos de alguns setores da economia, como tecnologia da informação, móveis, têxtil, naval, aéreo, de material elétrico e autopeças, entre outros. A desoneração faz parte do plano de estímulos à indústria, o Brasil Maior, lançado no ano passado e ampliado em 2012.

Rolim informou que este "ajuste de contas" entre o INSS e o Tesouro Nacional acontecerá assim que for aprovado um projeto de lei, pelo Congresso Nacional, estabelecendo o crédito suplementar. Inicialmente, este crédito foi estipulado em R$ 1,8 bilhão, mas o impacto total da desoneração, em 2012, deverá ser bem maior (R$ 3,4 bilhões). Rolim informou que espera a aprovação deste projeto pelo Congresso Nacional ainda neste ano.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
Read more ...

Nova classe média inclui ao menos 50% das famílias em favelas do país

Click Monteiro | 12:25 |

Levantamento do G1 considera dados do IBGE sobre renda per capita.Com base nos números, cerca de 5% das favelas estaria na classe alta.


Gilvan da Silva Medeiros, da Rocinha (RJ); e Valdeci Gasparino e Maria José Marques, de Heliópolis (SP): famílias da nova classe média em favelas brasileiras (Foto: Tássia Thum e Paulo Toledo Piza/G1)
 
Pelo menos metade das famílias que moram em favelas e ocupações no Brasil pertence à nova classe média, segundo levantamento do G1 com base em dados sobre renda do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números apontam ainda que quase 5% dessa fatia da população estaria na classe alta.

A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República considera classe média famílias "com baixa probabilidade de passarem a ser pobres no futuro próximo", com renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019 por mês. No total, estima-se que o Brasil tenha 104 milhões de pessoas na classe média, o que representa 53% da população. Segundo os critérios da secretaria, quem vive com mais de R$ 1.019 por mês pertence à classe alta.

Em 2010, de acordo com o IBGE, 11.425.644 de brasileiros (6% da população) moravam em aproximadamente 3,2 milhões de domicílios nos chamados aglomerados subnormais – favelas, invasões, grotas, comunidades, baixadas ou vilas. Conforme estimativa traçada pelo G1, em pelo menos metade dessas residências (1,6 milhão de domicílios) a renda per capita (por pessoa) registrada enquadraria as famílias na classe média.

Dados sobre renda per capita no Censo 2010 (atualizados para 2012 com base na inflação) mostram que, em 51,2% dos domicílios em favelas e ocupações, vivem famílias de classe média. Outros 4,57% das famílias residentes nessas áreas estariam na classe alta.

Conforme os critérios da SAE, vivem na linha da pobreza as família brasileiras que possuem renda per capita inferior a R$ 162. Na faixa entre R$ 162 e R$ 291 está a classe intermediária entre pobres e classe média, grupo chamado de vulnerável.


Gilvan trabalha mais de 12 horas, seis dias por
semana, na barbearia na entrada da Rocinha
(Foto: Tássia Thum/G1)
Rio de Janeiro e São Paulo

A Rocinha, maior favela do país, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro, possui quase 23,4 mil domicílios. O levantamento mostra que cerca de 65% das famílias que moram na região pertenceriam à classe média. Outros 5,24% das moradias seriam de classe alta.

O G1 foi até o local falar com moradores sobre o critério de renda adotado pelo governo e encontrou famílias típicas de classe média, com carro novo na garagem, televisores de LCD com pacote de TV a cabo, que viajam de avião e têm filhos universitários. Ainda assim, muitos rejeitam ser enquadrados nessa faixa da população.


"Para mim, classe média alta é rico. Rico não mora em favela", afirmou o barbeiro Gilvan da Silva Medeiros, de 51 anos, ao lado do carro zero quilômetro recém-adquirido. "Rico não mora em favela, mora nos prédios de luxo em frente à Rocinha, em São Conrado, Botafogo, em frente à praia do Leblon. Acho que para ser rico assim é preciso ganhar no mínimo uns R$ 20 mil por mês".

Valdeci Gasparino é promotor de vendas e mora em
Heliópolis, em São Paulo. Sua casa de 2 andares
tem TV de LCD e netbook (Foto: Paulo Piza/G1)

Em Heliópolis, segunda maior favela de São Paulo, localizada na Zona Sul da cidade, famílias de classe média vivem realidades opostas.

O promotor de vendas Valdeci Gasparino, de 41 anos, mora com conforto em uma casa com dois andares, TV de LCD, carro zero. Mas precisa lutar contra as dívidas que acumulou no cartão de crédito. Já sua vizinha, a aposentada Maria José Marques, de 72 anos, paga as contas com dificuldade e não tem luxos.

O promotor conta que passou a infância num barraco. "A luz era puxada do poste, água era buscada num lugar com tambor. Nem tinha esgoto", relata.

Anos depois, beneficiada por programas habitacionais, sua família passou a viver numa casa que, após diversas reformas, tem 2 andares com 5 cômodos cada. Nela estão eletrodomésticos e eletrônicos como netbook, TV de LCD de 42 polegadas e sistema de som. Na garagem, um carro zero km.
Rico não mora em favela, mora nos prédios de luxo em frente à Rocinha"
 
Gilvan da Silva Medeiros, de 51 anos, morador da Rocinha, maior favela do RJ
Ao contrário do vizinho, a aposentada não tem plano de saúde e depende do SUS para cuidar de um problema que tem no coração. O único luxo é um computador, que é de um modelo mais antigo.

A renda da casa gira em cerca de R$ 2,4 mil, o suficiente para manter, com dificuldade, a idosa, seu marido, dois filhos e dois netos. Em termos per capita, seria de R$ 400, um pouco acima dos R$ 291 que delimitam a classe média.

Já a filha de Gasparino está prestes a se formar em administração em uma faculdade particular e o filho mais novo deve virar universitário no ano que vem.
A melhoria de vida, no entanto, fez com que ele estourasse o limite de três cartões de crédito. "Você começa com uma coisa pequenininha, vai crescendo e acaba perdendo o controle, não tendo condições de pagar", diz o morador.
Ou você come ou paga a conta"
 
Valdeci Gasparino, de 41 anos, morador de Heliópolis, segunda maior favela de SP
Apesar da renda de sua família girar em torno de R$ 4 mil mensais, a dívida parece estar longe de acabar, principalmente por conta dos juros. "Não que a gente não queira pagar, é que as condições chegam num limite que ou você come ou paga a conta."

Ainda assim, o promotor de vendas diz ver vantagens em manter, na comunidade, um padrão de vida típico de bairros mais abastados. "Acredito que é mais perigoso hoje em dia morar no Morumbi ou em bairros mais nobres do que viver aqui. Bandidagem está em todos os lugares, mas não vai mexer com quem está aqui dentro."
CARACTERÍSTICAS DA SEGUNDOO GOVERNO
Ensino fundamental incompleto e sem escolaridade
Emprego formal ou alguma ocupação
Casa própria e com mais cômodos
Cuidado ao poupar dinheiro
Chance de estar endividada
Investe na educação dos filhos
Trabalha altas jornadas
Começa a ter acesso a plano de saúde
Já a aposentada diz que seu sonho é ver a sala com piso de ladrilho e o telhado mais firme. "O que mais quero é renovar minha casinha. Eu penso: 'Será que vou morrer deixando minha casinha desse jeito?'"
 
Economista defende critérios
Diana Grosner, da Secretaria de Ações Estratégicas (SAE) da Presidência da República, fez parte da comissão que definiu o critério da nova classe média e diz que os dados divulgados até o momento são preliminares. "Vale dizer que essa classe média que nós definimos, tudo que divulgamos, são projeções, porque o ano ainda não acabou".

A economista rebate as críticas ao conceito aplicado pelo governo. Segundo ela, o conceito é relativo e serve para que o estado brasileiro atenda às necessidades dessa população.
"É uma classe média do Brasil. A classe alta não é rica em relação às pessoas que estão abaixo. Mas nós achamos o mais adequado, que reflete melhor a condição da família. O conceito per capita traduz melhor a situação. O que nós estamos fazendo não é um exercício sociológico. É para ter um recorte, para olhar a evolução", explica.
 
Rosanne D'Agostino* Do G1, em São Paulo
*Colaboraram Tássia Thum, do G1 RJ, e
Paulo Toledo Piza e Tatiana Santiago, do G1 SP
Read more ...

Revelado novo vírus que deixou dois mortos no Congo em 2009

Click Monteiro | 12:03 |

Um consórcio internacional de pesquisadores concluiu que uma doença que provoca febre hemorrágica aguda e que deixou dois mortos e uma pessoa gravemente doente no verão de 2009 na República Democrática do Congo foi provocada por um vírus até então desconhecido pelos cientistas.


O Bas-Congo (BASV), como foi denominado pelos especialistas, foi descrito em um artigo publicado nesta semana no periódico PLoS Pathogens.

O vírus

De acordo com o estudo, o Bas-Congo (no detalhe: Modelo de rhabdovírus)  é diferente de outros vírus que também infectaram pessoas na África e provocaram mortes por febre hemorrágica aguda — como o Ebola e o Lassa. Segundo os autores, o novo agente é geneticamente mais parecido com a família dos rhabdovirus, que infectam mamíferos, insetos e plantas e cujo membro mais famoso é o vírus causador da raiva. Mesmo entre essa família, porém, o Bas-Congo se mostra muito distinto, já que desencadeia sintomas graves de maneira muito rápida. A raiva, por exemplo, pode demorar meses para se desenvolver após a infecção.

Essas conclusões se basearam em testes de anticorpos realizados no único sobrevivente entre os três que foram infectados pelo vírus e em outros indivíduos que haviam tido contato com esse paciente. A pesquisa ainda sugeriu que o Bas-Congo pode ser transmitido de uma pessoa a outra, mas que provavelmente sua origem está em outra fonte, como um inseto ou um roedor. Ainda não está claro, porém, que animal é esse e de que forma o vírus é espalhado.

"O fato de que o Bas-Congo pertence a uma família de vírus que infecta uma grande variedade de seres vivos significa que ele pode existir permanentemente em um inseto ou outro hospedeiro e que foi acidentalmente transmitido aos seres humanos através de picadas de insetos", afirma Nathan Wolfe, outro autor do trabalho.

O consórcio de pesquisadores responsável por analisar o novo vírus é composto por cientistas de instituições como a Universidade da Califórnia de San Diego e de San Francisco, nos Estados Unidos, o Centro Internacional de Pesquisas Médicas de Franceville, no Gabão, e o Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas de Kinshasa, no Congo.

Histórico

Em 2009, um menino de 15 anos morador de uma pequena comunidade rural localizada em Mangala, uma cidade da República Democrática do Congo, ficou doente e apresentou sintomas como sangramentos no nariz e na gengiva e vômitos. Após três dias dos primeiros sinais da doença, o paciente morreu.

Uma semana depois do caso do jovem, uma menina de 13 anos que morava no mesmo bairro apresentou uma doença semelhante e também morreu três dias depois do surgimento dos sintomas. O enfermeiro que cuidava dessa menina passou a apresentar sintomas semelhantes, e foi logo transferido para um hospital em uma cidade vizinha.
Read more ...
Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

Search

Tecnologia do Blogger.

Blogroll

About