segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Os Desocupados, os finados e Armando Abílio.

Click Monteiro | 22:20 |



Efigênio Moura


A semana que teve o Dia de Finados, no meio trouxe algumas revelações.

O anúncio estridente e ‘esguelante’ por parte de cumpade Simorion, de que havia a possibilidade de Conrado ser o vice de Edna, que foi amplificado nos sites do Cariri, não todos.

Disse Simorion que estava havendo uma conversa entre João Henrique e Armando Abílio, que é o presidente do PTB estadual, que dessa conversa resultaria na composição da chapa da situação. Apôi,  vi essa situação por doí ângulos, por dois lados:

Vendo do lado da Avenida Cidade do Recife, vi que o grupo de Edna tem uma forte candidata a prefeita mas não tem com quem compor. Há uma busca desenfreada do grupo por um nome bom, um nome que agregue valores e votos, até porque a gente sabe que vice ou tem voto ou tem dinheiro, nesse caso, Conrado tem os dois. A prefeita e seu grupo ainda não encontraram o xis da questão e perambula em busca de um nome que tenha história e principalmente coragem de assumir o segundo posto. Esse nome está em falta no grupo da prefeita. A estratégia da prefeita pode ser desestabilizar a oposição e hoje sabemos que sem Conrado, a oposição terá mais dificuldades em retomar a prefeitura. Dentro do grupo da prefeita, comenta-se, que o nome que poderia compor com ela seria o de Raul Formiga. Raul é conhecedor da politica local, já andou por quase todos os lados, mas não seria um bom vice. Ele já está no grupo. O ideal seria que viesse alguém diferente, que trouxesse outros nomes e outros votos. Cajó, também do grupo, é um nome a ser levado a sério nesse processo, nessa busca. O fato de não ter um nome definido (e talvez nem seja esse o momento) faz surgir conversas de assédio político como aconteceu com a tentativa de trazer Dra. Lourdinha e o presidente da câmara Paulo Sérgio para o grupo. Essa é a visão que vejo da Avenida Cidade do Recife.

Já da Rua do Caís, vejo um Conrado valorizado e consciente de sua missão. Não fosse assim, o vereador do Posto Amigão jamais teria trocado de posição desde sua eleição. O fato é que quando conversei com Armando Abílio, ele disse-me que o PTB iria pra cabeça e que seria Conrado o condutor dessa viagem. Que toda e qualquer decisão do PTB de Monteiro teria antes que passar por Conrado. Armando acabou ‘armando’ Conrado, de tal forma que depois que o próprio Conrado anunciou o tal Projeto Esperança, fica difícil acreditar numa composição dessa natureza. Logo que vi a notícia no Cariri Ligado, usei um troço que inventaram o Twitter e me comuniquei com o Armando Abílio e disse-lhe que havia notícias dele em Monteiro e pedi confirmação, ele respondeu dizendo que ainda não teria essa confirmação e que no momento não havia nada de novo. Então, a até que as conversas que acontecem em baixo de lonas não são postas no sol, vejo daqui da Rua do Cais que tudo não passa de especulação, pode até ser uma estratégia pra desarrumar a oposição, mas certamente é um prato cheio para quem faz comentários políticos.
Agora minhas vistas saem do mercado e de lá eu vejo a Praça João Pessoa, sede do recém-criado Partido dos Desocupados, o P dos D.

Conta a história que sempre um grupo de pessoas se reunia na Praça para fazerem nada e dividirem essa experiência entre todos e aproveitando para fofocar. Ato que quando não denigre a honra de alguém é bastante salutar. Diz à lenda que certa vez era 8 de outubro desse ano, e a prefeita ia passando  em um carro de som e ao observar o banco da Praça João Pessoa, os tachou de  lugar de ‘desocupados’ que faziam ali  comentários contrários a sua administração.

Isso irritou a todos que estavam por lá e a outras pessoas também. A frase da prefeita repercutiu de forma negativa e alguns de nós monteirenses encampamos campanha, inclusive com camisetas que trazia a frase: Monteirense sim! Desocupado não. Uma alusão ao fato da prefeita não ser Monteirense da gema e a normalidade de ser oposição. O fato é que a turma, o coreto, o banco, a praça ficou conhecida assim: Dos desocupados.

A criação desse partido, do P dos D, que todos nós sabemos ser de mentirinha, é a resposta irreverente dos filhos de Monteiro a qualquer provocação feita sobre sua terra ou seus filhos. É salutar. É válida. É até elegante esse tipo de resposta, prova que além de cultos somos todos nós, civilizados e por sermos tão assim, que recebemos todos de braços e corações abertos.

Agora se formos pensar como resposta política a um ato impensável da prefeita, é preciso integrantes de seu grupo agirem rápido e apagarem o fogo sob o risco deles mesmos não terem de um dia, sentar naquele banco.

Com o patrocínio da CAMPINA GRANDE CORRETORA DE SEGUROS, do meu amigo Valdeir e da EPHI MARKETING- Planejamento de Marketing Estratégico e Político. Desejo a todos um Bom Dia Monteiro.
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