quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Crianças estão à beira da morte na PB por falta de neurocirurgia

Click Monteiro | 13:02 |
A  presidente da Sociedade Paraibana de Pediatria, Kátia Laureano , encaminhou uma grave denúncia à imprensa no final da noite desta quarta-feira, 23, informando que crianças paraibans estão à beira da morte por causa da falta de estrutura no caso do atendimento de crianças que necessitam de cirurgias neurológicas.

Na mensagem, ela diz que " Estamos vivendo há meses uma grave realidade que vem se "cronificando", que é a demorada espera das crianças que necessitam de neurocirurgia, cujo único hospital de referência é o Complexo Hospitalar Arlinda Marques, que, por vezes, não consegue abranger toda demanda da PB em tempo ágil, o que pode piorar cada vez mais o prognóstico destas crianças".

Kátia Laureno explica ainda que todos os órgãos competentes já foram comunicados sobre o problema, a exemplo da  Secretaria de Saúde do Estado, o Ministério Público Federal, a Curadoria da Infância e da Juventude, a Curadoria da Saúde, a Curadoria do Consumidor e o Conselho Regional de Medicina. Veja abaixo a íntegra do e-mail enviado pela  presidente da Sociedade Paraibana de Pediatria.:

"Mando este e-mail, "de um modo informal", para alertar, em nome da Sociedade Paraibana de Pediatria, a situação crítica das inúmeras crianças que necessitam de neurocirurgia no nosso Estado..... Estamos vivendo há meses uma grave realidade que vem se "cronificando", que é a demorada espera das crianças que necessitam de neurocirurgia, cujo único hospital de referência é o Complexo Hospitalar Arlinda Marques, que, por vezes, não consegue abranger toda demanda da PB em tempo ágil, o que pode piorar cada vez mais o prognóstico destas crianças.

A Secretaria de Saúde do Estado, o Ministério Público Federal, a Curadoria da Infância e da Juventude, a Curadoria da Saúde, a Curadoria do Consumidor e o Conselho Regional de Medicina foram esta semana notificados pela Sociedade de Pediatria para que este sistema fosse melhor estruturado, visto que o fato realmente deve ser encarado com seriedade para que tenhamos crianças com menos sequelas e melhor qualidade de vida.

O sistema de transferência destas crianças não obedece a um protocolo pré-estabelecido, havendo sempre muito "stress" nas inúmeras tentativas de vagas para neurocirurgia, que acabam por ser feitas na "base da amizade", quando pedimos aos nossos amigos neurocirurgiões uma intervenção específica. Há necessidade urgente de ser posto em prática um fluxograma fixo e profícuo. Os referidos neurocirurgiões nos atendem com presteza, competência e carisma, porém ficam muitas vezes em situações delicadas, tendo que efetuar a conhecida "ESCOLHA DE SOFIA" (quem vamos operar primeiro?).

Existem mães internadas há meses em Maternidades Públicas, tentando ter uma resolutividade nos casos de seus filhos, e, elas por muitas vezes passam por momentos desalentadores, com frustrações e desapontamentos que nos fazem repensar sobre o nosso papel efetivo enquanto profissionais de saúde e até mesmo enquanto cidadãos e/ou seres humanos que têm o dever e a obrigação de trabalhar em prol da comunidade, em prol destas mães aflitas e desesperadas, e principalmente em prol de nossas pequenas crianças com patologias neurológicas.

Enfim, envio este relato como um pedido de socorro, visto que o papel que a mídia exerce no sentido de influenciar e decidir situações injustas e inaceitáveis é poderoso, e, temos um grande compromisso com a sociedade, principalmente as mais carentes, pois saúde e criança são prioridades e compromissos sérios".

Atenciosamente.

Kátia Laureano
Presidente da Sociedade Paraibana de Pediatria

 


Da redação
Fonte:Fatos Pb
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