quarta-feira, 30 de novembro de 2011

"Paralisação no HU não afeta pacientes", diz Valério Vasconcelos

Click Monteiro | 18:53 |


A paralisação das atividades dos médicos residentes e internos do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) não tem afetado a população, porque, de acordo com a diretoria médica do HU, os médicos efetivos assumiram as funções suspensas. Já a reunião prevista para acontecer ontem entre o Ministério Público Federal (MPF) e os residentes e internos paralisados foi cancelada, porque, segundo informaram, o procurador não se encontrava na cidade. Apesar disso, os manifestantes deram continuidade ao movimento e aderiram, também ontem, à campanha de doação de sangue promovida pelo Hemocentro, na frente do hospital, por eles denominada de “Doe sangue pelo HU”.

“Os serviços não foram afetados, porque os médicos assistentes, já efetivos do hospital, fizeram um mutirão. Todos eles estão dando apoio aos setores em que são especialistas, assumindo o trabalho dos residentes. Antes eles só supervisionavam as atividades, mas agora eles assumiram os trabalhos. Não houve nenhum tipo de prejuízo aos pacientes, todos eles estão sendo atendidos. O número de pessoas no ambulatório também não foi afetado. Eu mesmo estou trabalhando na parte de ecocardiografia, embora seja da parte administrativa”, disse o diretor médico adjunto do HU, Valério Vasconcelos.

Apesar da ausência de representantes do MPF para a reunião, os internos e residentes decidiram, em reunião com a diretoria médica assistencial do HU, que uma carta deverá ser entregue ao procurador Duciran Farena, do MPF, pedindo rapidez nos processos de pedido de liminar. “Estamos tentando acelerar algumas coisas, porque o bloco cirúrgico está parado, e a sociedade é quem mais está perdendo. Nós também, tendo em vista que o HU é também um centro de ensino. Queremos reabrir o bloco cirúrgico o mais rápido possível”, disse o residente José Brasileiro.

“Doe sangue pelo HU”

O Hemocentro da Capital promoveu ontem uma campanha de doação de sangue na frente do prédio do Hospital Universitário. Segundo Conceição Abrantes, coordenadora do posto e Assistente Social do Hemocentro, entre 8h30 e 9h45, a lista já contava com 26 pessoas cadastradas para doação. A campanha recebeu o apoio dos médicos residentes e internos paralisados do HU, os quais a denominaram “Doe sangue pelo HU”.

O residente André Oliveira estava no local e esperava para ter seu sangue coletado. “Vou doar medula. Eles coletam a amostra sanguínea, como se fosse uma doação normal, e essa amostra vai fazer parte do cadastro nacional. Caso haja alguém compatível e que precise de transplante, eles me chamam para doar. Só não vou doar o sangue mesmo porque não posso”, disse.

A hematologista Flávia Pimenta também esteve presente no posto e comentou que a campanha vai auxiliar na compensação do déficit que o HU tem com o Hemocentro. “O hospital tem uma deficiência de doadores e, além disso, é também um grande devedor de sangue. Usa-se cerca de 300 bolsas de sangue por mês, e o Hospital manda só de 20 a 30 ao Hemocentro. Esse sangue tem que ser reposto, mas nunca se consegue equilibrar isso. As doações de hoje são para atender uma demanda reprimida, o que vai compensar um pouco esse déficit”, explicou.

Reunião do Conselho Deliberativo do HU

O Conselho Deliberativo do Hospital Universitário reúne-se hoje, em reunião que deve contar com a presença de representantes da Secretaria Estadual de Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, do Ministério Público, do Conselho Regional de Medicina, do Sindicato dos Médicos, da Superintendência do HU, das direções de Centro da UFPB, além de servidores e estudantes. As contas do hospital deverão ser apresentadas, conforme solicitado pelo residentes e internos paralisados. Na ocasião, a pactuação proposta na segunda-feira passada também deverá ser assinada por cada representante.

A pactuação pede, entre outros pontos, que as contas do HU sejam prestadas detalhadamente, bem como solicita que o bloco cirúrgico só seja totalmente fechado após emissão de laudo do Conselho Regional de Medicina apontando essa necessidade. Também são dados prazos no documento, como para as reformas do bloco cirúrgico.

 
Tássio Ponce de Leon
Correio da Paraíba 
Cariri Ligado
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