segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Marcos Freitas Responde ao Artigo Publicado Pelo Jornalista Simorion Matos

Click Monteiro | 08:01 |
O teatrólogo Marcos Freitas teve o seu nome citado numa reportagem feita por Simorion Matos, onde o jornalista diz que Carlos Batinga foi quem começou a trazer forasteiros para Monteiro e incluiu entre os possíveis forasteiros o nome do teatrólogo.

Ao tomar conhecimento da matéria envolvendo seu nome como forasteiro trazido para Monteiro por Carlos Batinga, Marcos Freitas publicou a seguinte Resposta.

Percebo nesta argumentação um pouco de inocência e até infantilidade:

Num mundo globalizado em todos os aspectos, ressaltar o ponto ínfimo, de nascimento de um cidadão é no mínino incoerente.

Tudo que acontece em redor do mundo é de importância vital a todos nós.

A fome na África, os terremotos, os surinamês, a luta política, a crise financeira,

A falta de respeito pelos animais, os roubos, corrupções; tudo, tudo afeta diretamente a nossa casa, família, alimento, vestimenta, modo de agir, conceitos, leis e ordens.

Talvez os pregadores do “forasteirismo” necessitem mais informações e conhecimentos sobre o que acontece no mundo e até ao redor deles próprios.

A cobiça, a inveja, a ganância está tão inserida nas almas humanas que deixamos de ver o que realmente importa. E deixamos de perceber que o que importa realmente é o humano.

O humano e, o que ele pode realizar para o bem da humanidade.

Entretanto A avareza e o egoísmo buscam incessantemente o eu, o eu e o eu.

Disse CHAPLIN:

“Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.

Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.

Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.”

Há entre nós quem suporte por mais tempo a onda de violência que assola o mundo? Violência contra tudo e contra todos.

Estamos completamente perdidos.

E vos digo que todas as ações realizadas por inúmeras instituições, até agora, foram nulas.

Enquanto o homem não se resolver interiormente, e tratar de pensar antes do agir, o caos continuará.

Quando me falam que sou forasteiro, respondo:

Estou certo, no lugar certo e na hora certa!

Aqui estou porque precisam de mim, assim como preciso deste lugar que defenderei até de arma em punho.

Faço desta a minha casa. Faço deste o meu lar. Faço deste “Campo de Descanço”, minha última morada.

Meus filhos e netos serão daqui. Aqui construirei e desconstruirei.

Farei novos todos os meus atos certos ou errados.

Por que, como diz o já citado Escritor e cineasta: Charles Chaplin.

SOU UM CIDADÃO DO MUNDO

Monteiro, novembro de 2011

Marcos Freitas
 
Fonte:Revista do Cariri
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