quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Justiça atende MP e determina reforma do presídio feminino de Patos

Click Monteiro | 20:36 |
O Ministério Público da Paraíba pediu e a Justiça concedeu liminar determinando que o Estado, no prazo de 60 dias, proceda à reforma e regularização estrutural no Presídio Feminino de Patos.

A ação foi ajuizada pela Promotoria de Patos por conta das irregularidades nas condições materiais do estabelecimento prisional. Caso haja descumprimento da decisão será aplicada multa diária no valor de R$ 10 mil.

 A liminar determina que sejam eliminados os focos de insalubridade na áreas interna e externa, reformados os pisos, paredes e tetos, colocado sistema de reservatório compatível para a atendimento da demanda, eliminada a precariedade das condições higiênico-sanitárias e regularizado o sistema elétrico.

De acordo com a promotora de Justiça Miriam Pereira Vasconcelos, desde março de 2010 o MP tem tentado resolver a questão pela via extrajudicial, tendo sido feito apenas reparos como troca de vasos sanitários e conserto de alguns vazamentos. "O Presídio Feminino de Patos é exemplo fiel de desrespeito aos direitos humanos, constituindo-se em um verdadeiro depósito de pessoas", declarou a promotora.

 Miriam Vasconcelos destacou que a urina despejada nas bacias sanitárias das celas instaladas no seu piso superior, onde pernoitam os detentos do sexo masculino que se encontram no regime semiaberto e aberto, goteja no teto das celas do térreo, onde ficam as detentas. "Dita situação é nefasta, sinistra, trágica, calamitosa e chega a chocar", exclamou.
"Ademais, as condições de segurança são indescritíveis, apavorantes, horríveis, colocando em risco a integridade do sistema carcerário, dada a iminência de fugas, da sociedade, pelo potencial risco de evasão dos detentos, e dos próprios aprisionados, pelas consequências próprias de eventuais fugas e pelo risco de represálias e vinganças através de eventuais invasões ao estabelecimento prisional", afirmou a promotora.

 A promotora informou ainda que solicitou ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) uma vistoria Técnico Pericial no piso superior do Presídio e à Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) a realização de uma inspeção sanitária no interior, que detectaram a situação precária e a necessidade urgente de melhorias .
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