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sábado, 29 de setembro de 2012
"Antes de mim tinha um mágico na prefeitura", diz Ricardo
Click Monteiro | 10:15 | Política
A frase acima foi pronunciada nesta sexta (28) pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) com o propósito de atingir o rival Cícero Lucena (PSDB), concorrente da candidata do Palácio da Redenção na disputa pela prefeitura de João Pessoa.
Sobre o tucano Cícero, ex-prefeito da capital: “Essa cidade passou por
um processo que não se tinha dinheiro pra nada, o dinheiro não chegava
às escolas, no atendimento a saúde... Construí 380 salas de aula, todas
elas com recursos próprios da prefeitura”.
'Fui esquecido', diz pivô do impeachment de Collor
Click Monteiro | 10:07 | Política![]() |
| (Eriberto França) (Imagem da internet) |
Há um ano e meio desempregado, ele é desde 1992 o "motorista que
derrubou o presidente", mas faz questão de reafirmar logo de cara: "Eu
nunca fui motorista do presidente. Nunca dirigi para ele".
Eriberto, hoje com 47 anos, trabalhava como assessor de Ana Acioli,
secretária particular de Fernando Collor. Uma espécie de "faz-tudo".
Dirigia para ela e cuidava de tarefas financeiras ligadas ao
ex-presidente e sua família.
Pagava contas da Casa da Dinda, por exemplo. Tudo com dinheiro enviado
por Paulo César Farias (morto em 1996), tesoureiro da campanha
presidencial de Collor e acusado de liderar um esquema de corrupção no
Planalto.
Foi Eriberto quem comprou o famoso Fiat Elba, carro usado por Rosane
Collor que virou prova do esquema de PC Farias. "Eu comprei, né, com o
cheque", recorda.
Diz que cabia a ele, ainda, sair à caça de material para rituais de magia negra que ocorriam na Casa da Dinda.
"Quem comprava tudo para fazer aquela bagunça toda era eu. Comprava bode, galinha, o escambau, ia para cemitério buscar terra."
Eriberto recebeu a Folha na semana passada em seu apartamento, em
Brasília, alugado pelo sogro. Vive com a mulher, também desempregada, e
dois filhos, que interromperam cursos em faculdades.
Hoje, aparenta ser um homem um tanto amargurado. Não queria dar entrevista. "Sempre sobra para mim."
Ele argumenta que não teve reconhecimento público por parte da classe
política. Reclama que jamais foi homenageado pelo Congresso. "Era isso
que um dia eu esperava receber e nunca recebi. Foi ali [no Congresso] a
coisa toda."
Após sair do governo em 92, Eriberto trabalhou na revista "IstoÉ", para
qual deu a bombástica entrevista que acelerou o afastamento de Collor.
Depois, foi para o Ministério dos Transportes a convite do então
ministro Odacir Klein. Em 2003, foi demitido e, com a ajuda de petistas,
foi parar na EBC, na área técnica de televisão, de onde saiu em março
de 2011.
Ganhava R$ 1,9 mil. Desde então, conta com a ajuda do sogro, tenta fazer
alguns bicos e usa o dinheiro que sobrou da rescisão trabalhista.
Sua filha caçula tem os mesmos 20 anos que separam o dia de hoje de 29
de setembro de 1992, quando a Câmara aprovou o impeachment.
"Eu nunca tinha ouvido falar na palavra impeachment", diz ele hoje.
Conta, aliás, que naquela tarde de setembro se escondeu no sul da Bahia,
numa fazenda da irmã do então diretor da "IstoÉ" João Santana.
O mesmo que se tornaria anos depois um dos principais marqueteiros
políticos do país, tendo Lula e Dilma Rousseff na lista de clientes.
"Fiz de tudo para não ver [a sessão da Câmara]. [Lá] Tinha uma
televisão. Aí pensei: O que que eu fiz? Sempre tinha um cara do meu lado
para tranquilizar, o João Santana."
ARREPENDIMENTO?
Passadas duas décadas, Eriberto é categórico: não repetiria seu gesto.
"Se eu falar para você que me arrependo, estou mentindo. Se eu falar que
não, estou mentindo também. Porque se, na atual circunstância, você
perguntar: 'Eriberto, você faria tudo de novo?' Eu vou botar a mão na
cabeça e vou dizer: 'não faria'. Sabe por que? Porque não compensou.
Sofrer duas vezes, passar o que passei, o sufoco, e ainda não ter sido
reconhecido?".
Ele conta, em tom de revelação, que recebeu oferta financeira durante o
escândalo para não contar o que sabia. "Poderia ficar rico, porque
dinheiro foi oferecido e nunca quis. Foi oferecido para eu calar a boca.
A coisa estava feita", conta, sem dar mais detalhes.
A "coisa feita" citada foi a postura de revelar, em 1992, como atuou no
esquema de Paulo César Farias. "Era muita roubalheira, nunca transportei
tanto dinheiro", diz.
Um certo dia, Collor já senador, Eriberto França foi visitar um amigo no
Senado. Ao subir a escada que dá acesso ao tradicional Salão Azul,
conta que deu de cara com ele. Pela primeira vez após o escândalo, o
motorista encontrava o presidente que ajudou a derrubar.
"Foi uma casualidade. Ele estava descendo aquela escada, e eu subindo.
Não sei se me reconheceu", revela. Mal se olharam. "Não deu tempo. Foi
inusitado. Ele lá com aquele jeitão, imponente", diz, imitando Collor.
Eriberto nem imagina o diálogo que teria com Collor: "Seria muito
cinismo da minha parte dizer 'Oi presidente, tudo bem?'. Ele diria:
'Claro que não, depois de tudo o que você me fez'".
Eriberto diz que não contou tudo que sabia: "Não posso abrir, tem gente
que sabe o que sei. Aí eu deixo alguém com a pulga atrás da orelha. A
não ser que me matem como queima de arquivo".
E foge das comparações com Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão
em 2005, e Pedro Collor, irmão do ex-presidente e o primeiro a revelar
detalhes do esquema PC Farias. "Meu motivo está dentro de uma lógica:
caramba, será possível que eu tenho que aceitar isso? Vamos dizer assim,
um termo meio chulo, é muita roubalheira, muita corrupção", diz.
Fernando Collor não quis dar entrevista à Folha sobre os 20 anos do
impeachment nem se manifestou sobre as declarações de Eriberto.
+ Canais
Folha.com
2ºBPM apreende menor com arsenal em Campina Grande
Click Monteiro | 09:52 | Notícias![]() |
| Ascom |
Agentes do 2º Batalhão de Polícia Militar apreenderam um jovem de 17
anos com várias armas na noite da quarta-feira, 26, no bairro de
Bodocongó, em Campina Grande.
Conforme o 2ºBPM, a apreensão ocorreu por volta das 23h da
quarta-feira, quando o cabo Francinaldo e os soldados Jocino e Wênio,
fazendo rondas se depararam com um jovem pilotando uma moto em atitude
suspeita.
Após uma perseguição, o adolescente foi capturado e os policiais verificaram que a moto era roubada.
Na casa onde o suspeito foi apreendido havia uma espingarda calibre 12
de fabricação caseira; um revólver calibre 38 com seis munições; réplica
de pistola e munições calibre 9mm.
As munições calibre 9mm são de uso proibido até para as polícias.
O material e o jovem foram encaminhados para a Central de Polícia Civil.
Paraíba online
Atentado: Esposo de monteirense tem carro metralhado
Click Monteiro | 09:44 | Política|
O
ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Pitimbú e
secretário Estadual do PPS, Durval Lira, casado com a monteirense
Fabíola Leite, teve seu carro metralhado e um dos disparos o atingiu de
raspão na boca na noite desta sexta-feira, 28, na PB-008, região
metropolitana de João Pessoa.
De acordo com a polícia, Durval Lira, que trabalha para o candidato a prefeito de Pitimbú, Leonardo Barbalho, vinha em Fiat Uno de cor prata de um evento político com destino a João Pessoa na companhia da esposa. Quando trafegava pela PB-008 nas proximidades de Praia Bela ele foi surpreendido por dois homens que estavam numa moto. Os desconhecidos, já de arma em punho, passaram a atirar em Durval Lira que saiu em alta velocidade, mas foi perseguido e atingido com um disparo de raspão na boca. Mesmo ferido, ele conseguiu dirigir o veículo até o Hospital da Unimed, onde foi medicado e continua internado. No Hospital, ele afirmou não ter dúvidas de que o atentado foi motivado por questões políticas. O carro de Durval Lira ficou crivado de bala e agora será encaminhado ao Instituto de Polícia Científica para ser periciado. VITRINE DO CARIRI |
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
CNBB repudia capa de revista com montagem de Neymar crucificado
Click Monteiro | 22:43 | Notícias![]() |
| Capa com a montagem do atacante santista. (Foto: Divulgação/Revista Placar) |
Nota oficial assinada pelo presidente da entidade foi divulgada nesta sexta.
Para o cardeal, a publicação teria comparado o atleta a Jesus Cristo.
A nota foi assinada pelo cardeal Dom Raymundo Damasceno, presidente da entidade e arcebispo da Arquidiocese de Aparecida, no Vale do Paraíba. Ele está em Brasília (veja a íntegra abaixo).
Em trecho de nota, o cardeal afirma que reconhece a liberdade de expressão como princípio democrático, mas questiona a falta de limites no exercício profissional no caso.
"A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial", afirma a nota.
Ele afirmou ainda que a imagem constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos.
Explicação
A capa da edição deste mês da revista fala que Neymar vem sendo "crucificado" pelas acusações de que o atleta vem utilizando o recurso de simular faltas para tentar induzir a arbitragem a errar durante as partidas.
Em nota divulga no site da publicação, a revista pediu desculpas a quem se se sentiu ofendido pela imagem da capa e explicou que em nenhum momento foi intenção da revista ferir a religiosidade de ninguém.
"Vale esclarecer que a analogia da fotomontagem é com a crucificação como método de execução pública praticado antigamente. Quando a reportagem estava sendo produzida, surgiu a palavra “crucificação”, usada corriqueiramente hoje em dia, e daí veio a imagem da condenação e da crucificação", diz outro trecho da nota.
Veja íntegra da nota da CNBB:
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, manifesta profunda indignação diante da publicação de uma fotomontagem que compõe a capa de uma revista esportiva na qual se vê a imagem de Jesus Cristo crucificado com o rosto de um jogador de futebol.
Reconhecemos a liberdade de expressão como princípio fundamental do estado e da convivência democrática, entretanto, que há limites objetivos no seu exercício. A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial.
A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças.
A fotomontagem usa de forma explícita a imagem de Jesus Cristo crucificado, mesmo que o diretor da publicação tenha se pronunciado negando esse fato tão evidente, e isso se constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos e atualiza, de maneira perigosa, o já conhecido recurso de atrair a atenção por meio da provocação.
Veja íntegra da nota da revista
Em primeiro lugar, a Placar pede desculpas a quem se sentiu ofendido pela imagem de capa. Em nenhum momento foi intenção da revista ferir a religiosidade de ninguém. Respeitamos todas as
crenças e defendemos a liberdade de praticá-las. Mas estamos falando exclusivamente de futebol.
Vale esclarecer que a analogia da fotomontagem é com a crucificação como método de execução pública praticado antigamente. Como mostra a reportagem, Neymar vem sendo “apedrejado” publicamente com a pecha de “cai-cai”.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou na tarde
desta sexta-feira (28) uma nota em que manifesta indignação contra a
capa da edicação de outubro da revista Placar na qual se vê uma montagem
com a imagem de Jesus Cristo crucificado tendo o rosto do atacante do
Santos e da seleção brasileira, Neymar.
A nota foi assinada pelo cardeal Dom Raymundo Damasceno, presidente da entidade e arcebispo da Arquidiocese de Aparecida, no Vale do Paraíba. Ele está em Brasília (veja a íntegra abaixo).
Em trecho de nota, o cardeal afirma que reconhece a liberdade de expressão como princípio democrático, mas questiona a falta de limites no exercício profissional no caso.
"A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial", afirma a nota.
Ele afirmou ainda que a imagem constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos.
Explicação
A capa da edição deste mês da revista fala que Neymar vem sendo "crucificado" pelas acusações de que o atleta vem utilizando o recurso de simular faltas para tentar induzir a arbitragem a errar durante as partidas.
Em nota divulga no site da publicação, a revista pediu desculpas a quem se se sentiu ofendido pela imagem da capa e explicou que em nenhum momento foi intenção da revista ferir a religiosidade de ninguém.
"Vale esclarecer que a analogia da fotomontagem é com a crucificação como método de execução pública praticado antigamente. Quando a reportagem estava sendo produzida, surgiu a palavra “crucificação”, usada corriqueiramente hoje em dia, e daí veio a imagem da condenação e da crucificação", diz outro trecho da nota.
Veja íntegra da nota da CNBB:
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, manifesta profunda indignação diante da publicação de uma fotomontagem que compõe a capa de uma revista esportiva na qual se vê a imagem de Jesus Cristo crucificado com o rosto de um jogador de futebol.
Reconhecemos a liberdade de expressão como princípio fundamental do estado e da convivência democrática, entretanto, que há limites objetivos no seu exercício. A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial.
A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças.
A fotomontagem usa de forma explícita a imagem de Jesus Cristo crucificado, mesmo que o diretor da publicação tenha se pronunciado negando esse fato tão evidente, e isso se constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos e atualiza, de maneira perigosa, o já conhecido recurso de atrair a atenção por meio da provocação.
Veja íntegra da nota da revista
Em primeiro lugar, a Placar pede desculpas a quem se sentiu ofendido pela imagem de capa. Em nenhum momento foi intenção da revista ferir a religiosidade de ninguém. Respeitamos todas as
crenças e defendemos a liberdade de praticá-las. Mas estamos falando exclusivamente de futebol.
Vale esclarecer que a analogia da fotomontagem é com a crucificação como método de execução pública praticado antigamente. Como mostra a reportagem, Neymar vem sendo “apedrejado” publicamente com a pecha de “cai-cai”.
O maior jogador brasileiro, ícone da arte no esporte, virou, para
muitos, o símbolo da dissimulação, da tentativa de burlar as regras do
jogo. Ele cometeu e comete suas falhas, mas ficou com uma imagem de
“criminoso esportivo”. Quando a reportagem estava sendo produzida,
surgiu a palavra “crucificação”, usada corriqueiramente hoje em dia, e
daí veio a imagem da condenação e da crucificação. Acreditamos que a
leitura da reportagem será ainda mais esclarecedora.
Do G1 Vale do Paraíba e Região
Enterro do Cabo Bruno, em Catanduva, reúne centenas de pessoas
Click Monteiro | 22:32 | Notícias![]() |
| "A mulher do cabo Bruno, a pastora Dayse da Silva Oliveira, acompanhou o enterro" |
CATANDUVA - O corpo do ex-policial militar Florisvaldo de Oliveira, 53 anos, conhecido como Cabo Bruno, foi enterrado no cemitério Nossa Senhora de Fátima, em Catanduva - a 387 km de São Paulo, pontualmente às 14h desta sexta-feira, 28.
Centenas de pessoas, entre moradores da cidade, amigos e familiares acompanharam o sepultamento do ex-PM, responsável por episódios que marcaram a história da Polícia Militar paulista na década de 1980.
A mãe de Florisvaldo, Josefina Scabin
de Oliveira, 87 anos, ficou quase que o tempo todo ao lado do caixão. A
mãe do ex-PM espera que a polícia encontre os assassinos do filho. "Isso
não pode ficar assim", disse, após o sepultamento, amparada por
parentes.
O corpo de Bruno chegou ao cemitério de Catanduva por
volta da 1h30 da manhã. Durante a madrugada fria, poucos amigos e
parentes compareceram ao velório. A mulher de cabo Bruno, a pastora e
cantora gospel Dayse da Silva Oliveira, chegou à cidade pouco depois das
7h. Abatida, ela não falou a imprensa.
A mulher permaneceu ao lado da
sogra boa parte do velório e a acompanhou no momento do sepultamento,
que reuniu cerca de 200 pessoas, segundo informações da administração do
cemitério. Florisvaldo morou em Catanduva até os 24 anos de idade e
deixou muitos amigos na cidade.
Acusado de participação em mais de
50 assassinatos, apontado como justiceiro e um dos principais
integrante de um grupo de extermínio que atuou em São Paulo na década de
1980, cabo Bruno foi condenado a 120 anos de prisão.
Durante o período
em que permaneceu atrás das grades, ele converteu-se ao cristianismo e
virou pastor evangélico na Igreja Pentecostal Refúgio em Cristo, a mesma
frequentada pela mulher. Ele ficou em liberdade durante 35 dias e foi
executado na noite de quarta-feira, com pelo menos 10 tiros, em
Pindamonhangaba (SP), onde morava com a esposa.
Vingança.
Familiares ouvidos pela reportagem acreditam que o assassinato do ex-PM
seja fruto de vingança que ficou adormecida durante os 27 anos em que
cabo Bruno permaneceu no sistema penitenciário. "Ele matou muita gente e
por isso acredito que esse crime tenha sido motivado por vingança",
disse Moacir Oliveira, irmão do ex-PM.
estadao.com.br
Imagem:André Lessa/AEDilma se diz preocupada com debate sobre ação militar contra Irã
Click Monteiro | 22:25 | Política![]() |
| (Imagem da Internet) |
Em
declaração à imprensa ao lado do primeiro-ministro britânico, David
Cameron, Dilma afirmou que uma ação militar teria "graves" consequências
para o Oriente Médio.
"Me preocupa de uma forma muito especial a
crescente retórica em prol de uma ação militar unilateral no Irã.
Qualquer iniciativa desse tipo constituiria uma violação da carta da
ONU", disse a presidente no Palácio do Planalto.
O Irã nega ter a
intenção de desenvolver armas nucleares e diz estar enriquecendo urânio
para uso em isótopos médicos. Potências ocidentais e Israel temem que a
partir desse nível de enriquecimento seja relativamente fácil alcançar o
grau necessário para o uso em armas.
Na quinta-feira, o
primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursou na
Assembleia-geral da ONU sobre os avanços nucleares do Irã. Israel tem
sinalizado que pode atacar as instalações iranianas de enriquecimento de
urânio se estiverem em condições de processar material para possíveis
armas além do limite.
Dilma também reiterou sua posição contrária a
uma solução não militar para os conflitos na Síria, além considerar
"fundamental" o apoio às iniciativas do novo mediador internacional
Lakhdar Brahimi para tentar dar fim aos 17 meses de violência em que
mais de 20 mil foram mortos.
"Reiteirei ao primeiro-ministro a
convicção do Brasil que não há solução militar para a crise síria. Um
processo político liderado pelos próprios sírios é o melhor caminho para
a superação do conflito", disse.
Dilma já havia condenado a
violência na Síria durante seu discurso na Assembleia Geral da
Organização das Nações Unidas, na terça-feira.
A presidente
defendeu ainda uma maior participação da comunidade internacional na
tentativa de uma solução para conflitos no Oriente Médio, principalmente
no processo de paz
entre Israel e Palestina.
Cameron, por sua
vez, não opinou sobre a posição brasileira em relação aos conflitos
internacionais, mas disse apoiar o pleito do Brasil por um assento fixo
no Conselho de Segurança da ONU.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)
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