Oficiais do alto escalão devem decidir sobre a expulsão ou não do militar.
O movimento grevista que sacudiu o estado da Bahia no mês passado, ameaçando inclusive a realização do carnaval deste ano, pode deixar consequências em vários outros estados da federação.
O caso mais conhecido e grave é o do Cabo Bombeiro Benevenuto Daciolo, de 35 anos, do Rio de Janeiro. Ele ficou preso acusado de incitamento a motim, pois estava na Bahia durante a greve dos coirmãos, e assim que chegou no aeroporto do Rio foi preso pela Polícia Federal e transferido para penitenciária de Segurança Máxima Bangu I, permanecendo lá durante nove dias.
Reporta-se ainda ao Cabo Daciolo o comando de um movimento grevista no estado carioca, o que acabou minguado assim que ele foi preso.
Mas o insucesso do movimento não impediu que contra o cabo fosse aberto um processo administrativo que poderá culminar na sua exclusão do quadro.
O militar alegou em sua defesa, frente ao conselho de disciplina, que a visita a Salvador, durante a greve de bombeiros e policiais militares da Bahia, foi para ajudar na negociação do movimento, no único intuito de que a greve tivesse as menores consequências possíveis.
“A nossa viagem para a Bahia foi notificada ao comando da corporação. Isso foi publicado no boletim interno dos Bombeiros. Nós estávamos acompanhados de um juiz federal e de deputados estaduais e federais durante o tempo em que estivemos em negociações com o movimento grevista da Bahia”, declarou ao portal R7.
O caso de Daciolo é analisado por três oficiais da corporação. No fim do processo, um relatório será apresentado ao comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, que decidirá se o cabo será expulso ou não.
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