Uma trabalhadora vai passar 30 dias presa por ter apoiado, no Facebook, a greve de policiais militares no Rio de Janeiro.
Onze PMs foram expulsos da corporação por terem seguido ‘a marca’ do PT no Brasil. 11 trabalhadores pais de família simplesmente foram expulsos de seus empregos porque participaram ativamente da paralisação.
Se a punição fosse contra médicos ou professores [funções essenciais, não?], seria um absurdo. A sociedade brasileira reagiria prontamente. Manifesto generalizado. Caras pintadas na rua.
Mas como se trata de policiais militares, está tudo bem. É normal. Veja tudo na matéria abaixo. E tente entender por que um profissional treinado [alienado] para a guerra muitas vezes não sabe quem é seu inimigo nas ruas.
O comandante da Polícia Militar do Rio, o coronel Erir da Costa Filho, determinou a expulsão de 11 PMs por participarem da greve da corporação em fevereiro.
Dentre os demitidos, nove são policiais do 28º BPM (Volta Redonda), um do 15º BPM (Duque de Caxias) e um do 39º BPM (Belford Roxo). Seis são cabos e cinco, soldados.
O coronel Costa Filho ainda determinou a prisão, por 30 dias, da soldado Clarisse Inês Pereira. A decisão aconteceu por ela ter feito comentários favoráveis à paralisação no Facebook.
De acordo com a comissão disciplinar que avaliou a conduta de cada um deles, os PMs do batalhão de Volta Redonda, no sul fluminense, por exemplo, estavam de serviço quando a greve foi deflagrada.
Todos, segundo a comissão, decidiram voltar ao batalhão ao saberem da greve e deixar de lado o patrulhamento das ruas. Segundo os integrantes da comissão, os atos dos policiais feriram a legislação que impede a adesão de PMs a movimentos grevistas: "Movidos por lideranças ilegítimas, colaborando para o clima de instabilidade na segurança pública desse Estado".
O comandante-geral entendeu como "grave transgressão disciplinar", já que, segundo ele, havia vários entendimentos sobre negociações para aumento de salário para o PM do Rio.
Nos dez dias que antecederam à greve, o Boletim Interno da Polícia Militar publicou recomendações e orientações de que havia negociação com o governo estadual.
Além de valorização do policial com a realização de cursos organizados com esta administração.
Além de valorização do policial com a realização de cursos organizados com esta administração.
Também foi importante para a decisão do coronel Costa Filho, a manifestação realizada em 10 de fevereiro por 130 PMs, sendo que 100 estavam de folgas.
Todos foram para o pátio do 28º BPM à meia-noite. Ficaram até 8h em reuniões, além de cantos favoráveis à paralisação.
ParaibaemQAP com Folha Online